De um processo doloroso a uma transformação libertadora Movimento que intimida Definindo todo o meu interior Desvelando o amargo existente em meu viver De um existir deprimente. No mais profundo de uma dor não resolvida De um passado que teimo em ficar remoendo Que me faz levar a todo o tempo o peso dessa dor Mergulhado em constantes frustrações e aborrecimentos. Minhas verdades se foram Restando-me em um sufocar em minhas próprias angústias Em muitas indas e vindas Mergulhado em constantes frustrações e agonias. Até tento ser equilibrado E percebo que remo sempre contra a maré Sou habitante de uma sociedade perversa Que deseja dia e noite sangue e dor! Luto pela minha sobrevivência E me vejo caindo sem forças Estou desorientado e sem perspectivas algumas Interiormente me encontro prostrado pela dor e pelo sofrimento. Em minhas dores que vivo cultivando Em minha solidão existencial Em meus desejos insaciáveis Por fim em tudo o que não sou. Meu ser se encontra mergulhado na imensidão de dor Meu ser só vivencia angustia, dor Meu ser continuamente se nega a existir Vejo-me largado na lama do descaso. Liberto-me de todos os pensamentos negativos Dos medos fantasiosos que vivo construindo Persisto em lapidar minha alma com os bons pensamentos Deixando que a felicidade adentre meu ser e aí permaneça. Rompo com as frustrações do passado Deixo de alimentar os pensamentos que não agrega Recebo a felicidade de braços abertos E vivo para ser feliz e grato pela benevolência. O processo é muito doloroso Porém, se faz muito necessário Deixo-me ser guiado pela intuição E pelo único desejo de que me alimento, ser feliz. Carlos de Campos
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