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  • Escorrem pelas mãos de Deus a nossa consumação – (Poema 02/150) – Livro 10


    Escorrem pelas mãos de Deus a nossa consumação

    Do barro dessa santíssima terra
    Nasce das mãos de Deus o homem
    O barro foi amassado e esculpidos pelos anjos
    Dá ao homem a vida.


    Livro 10: O poder da morte: nascer, viver e morrer (Poema 02/150)

    Escorrem pelas mãos de Deus a nossa consumação

    Do barro dessa santíssima terra
    Nasce das mãos de Deus o homem
    O barro foi amassado e esculpidos pelos anjos
    Dá ao homem a vida.

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    A vida é dada por Deus
    Soprando pelas narinas do ser humano em barro
    O vento engata a nossa existência
    Essa nossa pobre existência.

    Deus demonstrando sua eterna misericórdia
    Acha por bem nos jogar nesse mundo cão
    Sem o mínimo de noção
    Construímos o nosso caráter entre erros e acertos.

    Entre guerra injustificadas
    Caminhamos em pleno emburrecimento
    Procurando sempre cultivar o nosso ressentimento
    Em cultos da nossa própria imagem divina.

    O ser humano está perdido
    Fundido sua psique em si
    Cegos da realidade por sua imbecilidade
    Preferimos loucuras monstruosas do que um coração pacificado.

    Um coração magoado bate em nosso peito
    Do barro nós viemos e na lama permanecemos
    Olhamos à nossa volta e nos vemos como somos violentos
    Somos os agentes do mal.

    Carlos de Campos
    Reações no Fediverso
  • Onde há carência, impera a violência


    Onde há carência, impera a violência

    São muitas as ações desordenadas,
    contraditórias,
    desconectadas da realidade,
    da pura e simples incapacidade de olhar.

    São muitas as ações
    capazes de desorientar o mundo,
    um mundo desacreditado,
    sacralizado demais.

    Onde a fé tocou,
    tocou a essência,
    um vazio existencial,
    sentimento de orfandade.

    Caos que permeia a mente
    de quem não se sente amparado por Deus.
    A música toca nos meandros do universo,
    canta silêncio na solidão.

    O ser humano encontra-se carente
    e, por isso, regressa à sua infância.
    Com medo,
    não sabe a quem recorrer.

    Sozinho, envolto na solidão,
    com frio e sem poder,
    mimado, sem saber o que fazer,
    parte para sua última opção:
    a violência.

    Carlos de Campos

    Foto por Sharon Manuel joy em Pexels.com