Tag: texto poético reflexivo

  • Ossos escondidos


    Ossos escondidos

    No terreno abandonado,
    ossos foram escondidos.
    Investigações mal feitas
    dão conta do que querem esconder.
    Ossos enterrados em um terreno abandonado.
    O que precisam esconder?
    A quem pertencem esses ossos?

    Todas as manhãs perdidas,
    evitando ser descobertas,
    perdidas em pensamentos.
    Que pensamentos são esses
    que nos fazem descuidar da própria vida?
    Uma vida negligenciada pelo ciúme.

    Os dias passam depressa,
    lentos quanto o meu sucesso.
    Os ossos escondidos nos apavoram.
    Tudo não passou de um sonho,
    sonho acordado, sem direção,
    sem êxtase…
    sem verdade…
    Tudo não passou de uma fantasia
    de um sonho escondido em um terreno baldio,
    instante antes de ser descoberto,
    de estar livre,
    enquanto existir um novo amanhã.

    Carlos de Campos
  • Eis que vem o nosso bem precioso: A pessoa de carne e osso

    Eis que vem o nosso bem precioso:  A pessoa de carne e osso


    Não existe sentido em escrever se o convidado não estiver à mesa.

    Hoje é comum uma vida que não presta atenção na beleza dos versos que estão aqui.


    Amante do destino,
    filha do amor,
    demasiadamente ofegante,
    equilibra-se nos próprios sentidos.

    Desprovido de alma,
    doce alegria,
    os instintos domados,
    enjaulados nas expectativas.

    Jogos de manipulação,
    observador atento,
    desliza na própria integridade:
    desabafos contidos de uma esperança.

    Espero como quem espera ser amado.
    Desabo…
    Quando não a encontro,
    me sinto muito solitário.

    Os sinos se dobram.
    Eis que vem ao longe
    a senhora mais bela da internet:
    a nossa audiência.

    Os recebemos com muito carinho.
    Desejamos um longo vínculo afetivo.
    Chegou o personagem mais importante da internet:
    e é de carne e osso.

    Carlos de Campos
    Foto por Andrea Piacquadio em Pexels.com