Os sonhos foram destruídos Como as nossas memorias de infancia Uma a uma se vão Sem paz observo no escuro.
Moedores de esperança Triunfam sobre as nossas cabeças Desacreditada Maldito és tu capitalismo.
O que somos? Além de artefatos para gerar riqueza alheia Somos os sonhos que foram destruídos Somos quem vive por viver.
Em um mundo onde as cartas já estão marcadas O que somos além da memória? Uma parcela enorme que vive de barriga vazia O que somos além de assalariados?
Nada é como antes. O amor existe só nos livros de romance. Tudo está tão acelerado, artificial. Ninguém procura ir um pouco mais além. Ir além é preciso; é a vida quem exige isso de nós. É exatamente onde nós precisamos nos encontrar para podermos dar o próximo passo.