As voltas da esperança
No deitar dos olhos
Vejo
E não quero acreditar.
Malicia!
Vejo
E fico sem entender.
Egoísmo!
Contemplo
E vou me surpreendendo
Longos são os dias
Dias que me aborreço.
Estou tão triste
Cansado
Que enfio a cara no abismo.
Me deixo ser levado
Enquanto, tudo escurece
E sinto que cheguei ao fim.
O fim de um começo
Vejo
Que tudo vai começar outra vez.
É o início do fim
Do fim de um novo começo.
Tudo em volta
Vai dando voltas
Voltas, vertiginosas e sem fim.
Longas
E demoradas
Voltas.
Na esperança
De que tudo chegue a um fim
O fim de um novo começo.
Carlos de Campos