Carlos de Campos (Biritiba Mirim-SP, 1980) é poeta apaixonado por Poetrix. Desde 2017 expressa a condição humana e suas intempéries emocionais de forma leve e concisa nas redes sociais. Sem se prender a padrões, traduz os conflitos da existência em poesia. É autor do livro Enquanto a solidão me abraça, presente no acervo internacional da Biblioteca da Universidade de Chicago.
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Luxúria
LuxúriaNos dias ruins,eu adormeço em ti.Eu, em êxtase,estou dentro de você,sem nenhuma excitação.A ti me entrego;sem nenhum remorso, eu me despeço.Carlos de Campos
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Era uma vez a verdade
Era uma vez a verdadeVem a manhã sombria,os verdes campos pisoteados.Vem a força do ódio,exilados em nossos medos.Os dias se vão,consumidos pela desesperança,pela farsa que nos acorrentaaos pés da nossa cama.Levanta-se a escuridão,um apocalipse sem revelação,um estrago sem reparos,um coração desprotegido.O que podemos fazer?Nada!Além de assistirmos à nossa própria desgraça,além de ruminarmos o que poderíamos…