Carlos de Campos
Carlos de Campos
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Carlos de Campos (Biritiba Mirim-SP, 1980) é poeta apaixonado por Poetrix. Desde 2017 expressa a condição humana e suas intempéries emocionais de forma leve e concisa nas redes sociais. Sem se prender a padrões, traduz os conflitos da existência em poesia. É autor do livro Enquanto a solidão me abraça, presente no acervo internacional da Biblioteca da Universidade de Chicago.

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  • Tempo da morte

    Tempo da Morte Morte de nada vale E a vida nada sente Nada explora Uma viagem fora da alma.Morte de cada diaMorte dos segundosTempo distante de tudoTudo distante da vida.Morte passa voandoPerto do peito tocandoNo ocaso da vida.No além, não sem viverNasci distante de tudoDe tudo que é vida ou morte. Carlos de Campos

  • Não se justifica tanta injustiça

    Não se justifica tanta injustiçaCada vez mais, o ser humano é ganancioso,Sem limites, estende os seus tentáculos,Tocando em tudo, tudo é destruído,A ganância tudo vai engolindo.Sem limites, subtrai no seu limite,Deixando ao redor um caos profundo,A humanidade perde a pouca mente,Entregando-se ao apetite voraz.Nada se justifica, é só injustiça,Os danos causam dor, apetite feroz,De poucos…