Os detritos de nossa reles existência Pedem para que paguemos o que devemos. Destruição, calamidade no concreto. O tempo já se esgotou para cada um de nós.
Corram para dentro de si. Confronte sua consciência com as suas omissões. O tempo de achacar o planeta acabou. É tempo de sentirmos o peso da completa destruição.
Temperatura corporal elevadíssima. Sua carne derretendo como plástico. O seu sangue cozinhando em suas entranhas. E você destituído de suas capacidades cognitivas.
Camadas e mais camadas de morte. A morte como destino. O sofrimento, sua companheira mais velha. Só nos restarão as lágrimas com sangue.
O que podemos fazer para amenizar essa realidade? Devemos nos conformar com esse nosso fim? O que você anda fazendo enquanto comunidade? Buscando se unir e agregando forças nessa luta?
A escolha é individual. O sofrimento será comunitário. Independentemente de qual classe social você ocupe. A natureza vai barbarizar geral.
Tudo é o puro desejo de poder Fujo desse sujo desejo pelo podre poder Na infâmia de me levar para junto de você Sou a sujeira refletida nesse tempo difícil.