Cada poema é um fragmento de uma grande revelação. A Profecia convida o leitor a refletir sobre a origem da existência, o caos como força primordial, o sentido da vida, o tempo, a consciência e os mistérios que moldam o universo. São poemas filosóficos que questionam certezas e transformam perguntas em caminhos para uma nova forma de enxergar a realidade. Uma jornada poética para quem busca contemplar o invisível, compreender o imprevisível e encontrar beleza no caos.
Se estamos tão distantes da fonte, fonte da ancestralidade que jorra pelos tempos sem fim, que passa por nós e por nossa história.
O pai de nossa ancestralidade é um pai que cuida, o educador da casa, casa fundamentada sob sua guarda.
Pai que alimenta, que protege sua família e dá amor à sua prole, pai que bebe da fonte ancestral.
O grande pai que habita em todos os homens encontra-se soterrado pelo patriarcado. Abandonada ficou a riquíssima fonte da sabedoria ancestral, cedendo espaço ao patriarcado cristão.
O grande pai está amordaçado em cada homem, submetido às regras expiatórias que o levaram para longe da fonte da vida, para bem longe de suas próprias raízes.
O caos e a vida coexistiam. A vida se fortalecia em meio ao caos. O caos se intensificava na medida em que a vida existia. Caos e vida: um depende do outro.
Tudo o que existe hoje vem do caos. Está vivendo em pleno caos e para o caos voltará. Somos a plenitude do caos.
De cada sensação de equilíbrio, o caos vai se movimentando e existindo. O caos é a força causal da vida. É o poder central do que vemos e somos.
O caos é o nosso criador. É quem gera a nossa energia vital. O caos é o elemento primordial de tudo o que existe. Existir é ser caos.
É por isso que não existe a perfeição, apenas o aceitável. Tudo, neste exato momento, está fervilhando na essência do caos, até este poema que você lê é feito de caos.