Categoria: O Tempo e a Rotina

O Tempo e a Rotina reúne poemas que exploram a passagem do tempo, os ciclos da vida, a rotina, a memória, o passado, o presente e o futuro. Entre reflexões filosóficas e existenciais, cada poema convida o leitor a desacelerar, contemplar a própria existência e encontrar significado nos instantes que, silenciosamente, moldam quem somos. Uma jornada poética sobre o tempo que passa, transforma e permanece em cada história.

  • Um povo que acredita

    Um povo que acredita

    Nação consciente do seu futuro 

    Se levanta para reivindicar 

    Que não aceita mais 

    Ser vista como incapaz.

    Nas ruas escuras ouço um grito 

    Uma dança 

    Que surge do esquecimento de uma nova lembrança 

    Que nos alcança.

    Deixando em nossos corações 

    Perdido 

    Um pedido 

    Que ecoa com intensidade.

    Tudo diz respeito à nossa luta 

    Luta para garantir o nosso direito 

    De viver em uma pátria livre 

    De um passado ao qual não queremos mais voltar.

    Se levanta um povo unido 

    Que não deseja ser destituído 

    Refém de políticas externas 

    Que em nada nos beneficiam.

    O sol alegra o meu dia 

    Que venha a esperança 

    No auge da vitória popular 

    O sol deve vencer para que todos sejam nutridos.

    Carlos de Campos

    Reações no Fediverso
  • Mendigar é poder e sabedoria

    Livro: A mente e o dinheiro — Poema 01/80

    O pedinte anda pelas ruas
    O seu caminho é seguir andando
    O seu caminhar denúncia
    A vida é triste para quem só acumula.

    O seu olhar não enxerga
    Que o pouso para descansar não existe
    O que existe é o fardo de quem só acumula
    Sem saber se vai conseguir gastar.

    E, no caminho, o andarilho continua
    Denunciando a nossa suprema resistência
    Que é preciso perceber
    Que acumulamos tanto para não sermos realizados.

    Uma vida que vive para o acúmulo
    É uma vida que já morreu
    Se afasta do verdadeiro segredo da vida
    Que a vida é para se viver genuinamente.

    Uma vida carcomida pelo acúmulo
    É um ideal de vida jogado no lixo
    É prejuízo para a própria saúde
    Que, ao repousar, se encontrou com a própria morte.

    Que busca desenfreada foi essa?
    Em que, no seu silêncio, você não conseguiu ouvir?
    Renegou a sua própria história de felicidade
    E, agora, morto está diante do reconhecimento.

    Carlos de Campos