Com nitidez
Vejo o medo
Estou fora de controle.
O medo que assombra
Que intimida a vida da gente
Que sufoca todo o nosso existir.
A morte que nos acompanha
Destino natural de todos os seres viventes
E, ideia de difícil aceitação.
A vida é um bordel
Nos deleitamos em prazeres
No submundo da alma.
Morte
Essa porra que nos persegue
E, constantemente, nos recorda de sua presença vívida.
Morte, como processo natural
Separando tudo o que é obsoleto
A ressurreição ao nada, eternamente.
Passageira inconveniente
Lembrança de que somos só fracasso
De uma vida que nunca teve nenhum sentido.







