Categoria: Poesia Geral

  • O mundo sob rendição


    Um poema sombrio e filosófico sobre o colapso da humanidade diante do medo, da violência e da inevitável rendição interior. Reflexão poética sobre o fim e a perda da esperança.


    O mundo sob rendição

    É noite de escuridão.
    O medo toma conta da cidade.
    De maldade em maldade,
    espalha-se o terror.

    Não são as nossas almas que vamos perder,
    mas as nossas memórias dos dias felizes.
    É a vingança sendo exercida,
    é o absurdo se multiplicando.

    Seres implacáveis invadem a nossa mente,
    parasitando a nossa vontade,
    paralisando os nossos desejos.
    É o nosso fim.

    Não temos nenhuma chance de vencer.
    Nessa guerra, já entramos derrotados.
    Diluídos até o âmago,
    a rendição se faz necessária.

    Carlos de Campos

    Foto por Victor Moragriega em Pexels.com
  • Se a vida é feita desses mistérios, que eu seja possuído


    Um poema sobre os mistérios da vida, a entrega emocional e o poder transformador das conexões verdadeiras — onde o tempo se dissolve e só o sentir importa.

    Se a vida é feita desses mistérios, que eu seja possuído

    Não dá para prever quando e como.
    Não dá para sentir e fingir que nada aconteceu.
    A energia corre por nossa pele;
    a pele sente na alma.

    É no silencioso quarto que sou acolhido,
    na peculiaridade de sua presença.
    É onde nós nos encontramos,
    entre afetos e carinho.

    Peço que a vida seja assim:
    intensa e aconchegante,
    reverberadora de emoções positivas.
    É a vida fornecendo mais energia.

    A chuva cai sobre o meu corpo,
    enquanto sinto cada gota me tocando.
    Sinto explosões de emoções —
    suave, forte, intenso.

    Mas é o que desejo neste momento:
    que cada segundo se torne uma eternidade,
    que isso não acabe mais,
    e que o fim não exista aqui.

    O mistério nos toma pela mão.
    Tudo se faz silêncio.
    Tudo acontece pelos olhares —
    é a mais pura revelação.

    Carlos de Campos
    Foto por Aleksandar Pasaric em Pexels.com
  • É certo que nossas almas escaparam?


    Um poema sobre o amor, o tempo e a inevitável perda, revelando a fragilidade humana diante das mudanças e do destino.


    É certo que nossas almas escaparam?

    É vivido o meu amor por você,
    As idas e vindas
    No fluxo desse ocaso
    Que engoliu as nossas lembranças.

    É para deixar a vida seguir o seu percurso,
    Diuturnamente,
    O mundo dorme fingindo que está acordado.
    Tudo muda de sentido.

    O medo assombra o nosso futuro —
    Futuro de incertezas certas,
    Certas de novidades,
    Que dão origem ao novo amanhã.

    É a vida sendo desgastada pela agonia,
    Pela imoralidade dos tempos modernos,
    Que sucumbem em meio às promessas.
    É uma vida devastada pela nossa agonia.

    É a mãe encurralada pelo próprio filho,
    Filho caindo, alvejado pelo destino,
    Destino frio,
    Esvaindo-se — vão-se suas memórias.

    Oh, alegria dos momentos que não passam,
    Oh, pedra preciosa do destino!
    É a vida futura, distante de nós,
    É a sensação gélida da sorte.

    Carlos de Campos
    Foto por Soloman Soh em Pexels.com
  • Que belo é ver o teu semblante irradiando beleza


    Um poema sobre amor próprio, autodescoberta e beleza interior. “Que belo é ver o teu semblante irradiando beleza” revela a profundidade da alma em versos de emoção e reflexão poética.

    Antes de tudo, peço licença para esclarecer dois pontos muito importantes.
    Primeiro: quero agradecer, de coração, a todos que têm me acompanhado, lido os poemas até o fim — e até voltado para ler e sentir uma, duas, três, quatro vezes.
    Essa fidelidade é o que mantém viva a chama deste projeto.
    Gratidão profunda por cada olhar, por cada momento que você dedica à poesia.
    E segundo: quero pedir algo simples, mas essencial.
    Se puder, curta, comente — mesmo que seja um emoji, um ponto, uma exclamação, uma interrogação, uma palavra, um verso que tocou você.
    Esses pequenos gestos ajudam o poema e a mensagem a chegarem mais longe.
    O algoritmo entende isso como um sinal de vida — de que há emoção e verdade acontecendo aqui.
    Muita gente acha que curtir, comentar ou compartilhar não faz diferença.
    Mas faz, e muito.
    É assim que a poesia encontra novas almas, novos corações.
    É assim que a arte continua viva, respirando através de nós.
    Gratidão por estar aqui.
    Você é parte dessa história.
    E,agora, vamos ao poema!



    Que belo é ver o teu semblante irradiando beleza

    O desejo me atrai,
    me move,
    me leva a ver sentido
    no que antes não tinha sentido.

    Vejo, em cada emoção,
    as minhas próprias emoções,
    os meus próprios argumentos,
    vê o que pensou estar escondido.

    O belo turvo em minha vida,
    a vida tortuosa,
    essa vida sem sentido,
    que sente o dia inteiro.

    Já vi o que antes não podia ver:
    o lodo da vingança,
    dos delirantes desvios,
    de um caminho sem volta.

    Oxigênio a nutrir o meu espírito,
    espírito materializado no cotidiano,
    cinzento e distante de qualquer efeito,
    figura em quartos separados.

    Me adianto para conseguir ver,
    ver o inevitável,
    ver a surpreendente e fascinante beleza
    de como adoro me amar.

    Carlos de Campos
    Foto por Hassan OUAJBIR em Pexels.com
  • Na vida, os caminhos se cruzaram


    Um poema sobre o amor impossível e a beleza trágica de sentir o que não pode ser vivido. “Na vida, os caminhos se cruzaram” reflete o encontro entre duas almas destinadas, mas separadas pelas circunstâncias. É uma poesia sobre desejo, dor, aceitação e a força de amar em silêncio — escrita para quem já amou além do possível.


    Na vida, os caminhos se cruzaram

    Ver você é como ver o meu coração
    Desfigurado por amar quem não pode ser amado,
    Quem existe para o outro.
    O amor e suas controvérsias.

    É um sinal limitante,
    E, um tanto quanto interessante,
    Ver o seu amor com outro.
    Como o amor prega peças.

    Que, no coração, bastaria você —
    Sua energia feminina
    Percorrendo o meu corpo inteiro,
    Sem propósito algum.

    Sua maior dor gera as tuas vitórias:
    Uma alma sedenta
    Por paz em meio aos conflitos.
    Te amo, sabendo que nunca será minha.

    Carlos de Campos
    Foto por kamran norollahi em Pexels.com
  • Imensa é a loucura dos que se arriscam



    Um poema profundo sobre a solidão, o amor e o mergulho interior. “Imensa é a loucura dos que se arriscam” revela a coragem de quem enfrenta o próprio medo para encontrar, no fundo de si mesmo, o verdadeiro encontro com o outro e com a alma.


    Imensa é a loucura dos que se arriscam

    Logo que adormeço,
    me encontro ao teu lado
    na solidão vazia deste quarto,
    o que me faz sofrer ainda mais.

    No auge do meu sono, mergulho mais fundo.
    É preciso mergulhar ainda mais fundo.
    É lá, no fundo, que nós nos encontramos —
    em um encontro decisivo.

    O diálogo está contido,
    deixando de lado a humildade.
    Nada mais flui nessa conversa.

    O diálogo se solta aos poucos,
    à medida que deixo o medo de lado.
    Mergulho mais um pouco —
    na imensidão dessa solidão, me descubro.

    Carlos de Campos

    Foto por Daniel Torobekov em Pexels.com
  • É preciso ver com os próprios olhos o interior


    Explore uma reflexão profunda sobre o mundo interior e a beleza da existência. Este poema convida à contemplação da vida sob uma nova perspectiva, destacando o poder da percepção, o mistério da consciência e a riqueza de possibilidades que habitam cada ser.


    É preciso ver com os próprios olhos o interior

    É mistério o mundo interior,
    E fascinante o seu modo de agir.
    Nada é igual sob o sol que nos ilumina;
    Deslumbrante é o mistério da vida.

    No íntimo de nossa existência,
    Existe um universo de possibilidades.
    Existe uma infinidade de olhares:
    Olhem para as estrelas que lhe habitam.

    Nós nos perdemos em meio a tantos estímulos,
    Estímulos que anestesiam nossas capacidades de olhar e ver.
    Olhar e ver: eis o nosso maior drama.
    As estrelas que nos habitam estão aí.

    O mistério que nos envolve
    E nos condiciona
    A sermos dependentes de estímulos fugazes,
    Que nos limitam a ser nada.

    Sou a estrela em teu ser,
    O manifesto de amor.
    Sou a tua beleza interior,
    O dia e a noite da tua vida.

    Vi, pela primeira vez, o nascimento de uma estrela.
    Admirável é a beleza desse acontecimento.
    Dentro de mim existe tanta beleza
    Que todos passam a ver.

    Carlos de Campos
    Foto por Rumeysa Demir em Pexels.com
  • Sem saber, eu simplesmente me apaixonei por você


    Um poema sobre o amor que transforma e acolhe. “Sem saber, eu simplesmente me apaixonei por você” é pura entrega e poesia da alma.

    Sem saber, eu simplesmente me apaixonei por você

    Tê-la comigo é o meu maior prazer.
    É o reflexo de minhas boas decisões,
    é o auge desta minha vida.
    A vida, hoje, precisa ter poesia.

    Íntimo de minha alma,
    consolo diário à minha solidão,
    o meu passar do tempo precisa ser com você.
    A convido a se sentir abraçada.

    Mudanças necessárias que precisam acontecer,
    que nos fazem ir sempre para frente,
    vencer aqueles medos escondidos,
    ir além do que acreditamos.

    Em nada pode se sustentar o meu amor por você.
    Não existem palavras, estrofes ou versos em que você caiba.
    O peito é o sacrário onde adoro esse sentimento,
    sacrário vivo que nutro dia após dia.

    Move-se em meu íntimo
    o movimento das transformações,
    movimento que se move o dia inteiro,
    move-se, chamando-me para mover-me com ele.

    É nesse movimento contínuo em que nós nos encontramos,
    unidos em sentimentos de amor,
    com o afetuoso compromisso de sempre te amar.
    Alma de minha alma, expressão máxima dos meus anseios.

    Carlos de Campos
    Foto por ROMAN ODINTSOV em Pexels.com
  • Sem justiça social, não existe possibilidade de pacificação



    O poema “Sem justiça social não existe possibilidade de pacificação” é uma reflexão sobre as contradições estruturais da sociedade contemporânea.

    Sem justiça social, não existe possibilidade de pacificação

    Justiça?
    Para quem?
    Para quando?

    O que se espera da justiça?
    Dos longos e exaustivos julgamentos?
    Espera-se justiça?

    O que a sociedade compreende por justiça?
    O que se espera da justiça?
    Nas entrelinhas, o que o povo almeja de verdade?

    Ouço o grito do povo
    pedindo por vingança.
    Assusto-me quando só sinto o hálito de sangue.

    Não estou aqui para julgar.
    Cada pessoa tem o seu motivo.
    Só me permitam alertar: esse não é o melhor caminho.

    O sol se põe sobre a razão.
    É evitável que a justiça seja nossa única solução,
    e é incoerente dizermos que ninguém precise de educação.

    Queremos soluções fáceis para coisas complexas.
    Queremos justiça em um país sem educação.
    Queremos educação em um país sem justiça social.

    Carlos de Campos
    Foto por Pavel Danilyuk em Pexels.com
  • Poesia que desperta a sensibilidade mais aguardada



    Poesia que desperta a sensibilidade mais aguardada

    No desejo que aflora a alma, agora,
    no instante em que tudo é só perfeição,
    no momento em que a oportunidade se faz presente,
    a chama poética é inevitavelmente expandida.

    É como um jardim florido a tua poesia,
    que, pelos quatro cantos do mundo, decora,
    transmitindo, em essência, todo o seu valor cultural,
    desejo que desencadeia o sucesso pleno.

    São com os teus poemas que os desejos são estimulados;
    são os teus poemas a alma da minha alma;
    são os teus poemas as flores mais belas para esta abelha;
    são os teus poemas e poesias que despertam as minhas disposições.

    São como a chuva a trabalhar a terra,
    são como os trabalhadores rurais lavrando a colheita,
    são como sentinelas em constante vigilância,
    são as flores que tornam esse jardim ainda mais precioso.

    Sempre, em um novo poema, revela-se o que há de mais essencial à vida:
    a essencialidade que se manifesta na simplicidade,
    trazendo à tona o que temos de melhor a oferecer,
    a alegria em saber que se provocou o mais belo sorriso.

    Ganhar um instante com a tua poesia,
    um instante inspirado na beleza dos teus poemas,
    poesia que corre em todo o meu corpo, sangue e DNA,
    poesia que constrói as maiores pontes floridas.

    Carlos de Campos

    Foto por olga Volkovitskaia em Pexels.com