• Cheiro de saudades



    Cheiro de saudades

    Olhar de quem passou,
    passou e não foi percebido.
    Como filme diante da morte,
    me recordo com muita saudade.

    Passou como uma brisa,
    tocando o meu rosto.
    Faz-me ter boas lembranças
    de um tempo que já faz tempo.

    Recordo-me quando tudo era simples:
    as relações eram profundas,
    as palavras tinham valor.

    Onde está o respeito hoje em dia?
    A duras penas enfrentamos a tecnologia.
    Saudade de um tempo que passou.

    Carlos de Campos
    Foto por Yaroslav Shuraev em Pexels.com
  • Lambuzado de vida pós-existência



    Lambuzado de vida pós-existência

    Elevem os motivos,
    derrubem as fronteiras.
    Digam, quem é o maior?
    És tu, pequeno homenzinho?

    Elevem os motivos,
    derrubem toda a ignorância.
    Conflitos…
    És tu o demônio humano?

    Em meu ser,
    a ilusão se intensifica,
    distorcendo a realidade vivida.
    Tímida…

    Onde devo buscar a vida?
    A vida triste que angustia,
    que se esvai por entre os olhos…
    Vida maldita.

    É meu coração que bate:
    tum… tum… tum…
    meu coração fala atrocidades,
    deseja os desejos mais sombrios.

    É meu o coração que está parando,
    desencorajado de viver,
    massacrado para morrer.
    São minhas as minhas incoerências.

    Carlos de Campos
    Foto por cottonbro studio em Pexels.com