• Onde há carência, impera a violência


    Onde há carência, impera a violência

    São muitas as ações desordenadas,
    contraditórias,
    desconectadas da realidade,
    da pura e simples incapacidade de olhar.

    São muitas as ações
    capazes de desorientar o mundo,
    um mundo desacreditado,
    sacralizado demais.

    Onde a fé tocou,
    tocou a essência,
    um vazio existencial,
    sentimento de orfandade.

    Caos que permeia a mente
    de quem não se sente amparado por Deus.
    A música toca nos meandros do universo,
    canta silêncio na solidão.

    O ser humano encontra-se carente
    e, por isso, regressa à sua infância.
    Com medo,
    não sabe a quem recorrer.

    Sozinho, envolto na solidão,
    com frio e sem poder,
    mimado, sem saber o que fazer,
    parte para sua última opção:
    a violência.

    Carlos de Campos

    Foto por Sharon Manuel joy em Pexels.com
  • Mundos em conflitos se perderam no egoísmo

    Mundos em conflitos se perderam no egoísmo

    O meu mundo é o mesmo que o seu,
    são contraditórios e unificados,
    distante e mais distante ainda,
    porque é um mundo em busca de solidão.

    Em um mundo em que a distância é fascinante
    e, ao mesmo tempo, ultrajante,
    distante das pessoas,
    próximo da ausência plena.

    Nada é como antes,
    e antes é toda a base sólida,
    entre mundos tão iguais
    e completamente diferentes.

    Que caminha para o caminho do sofrimento
    pela busca incessante da angústia,
    consciente de que, em seu íntimo, é desejado;
    é o desejo dos desejos a ser conquistado.

    Impor é se destruir,
    é revidar contra si mesmo,
    é lutar com a imagem refletida pelo espelho,
    é ser, na essência, a essência contraditória.

    Lutar é assumir ser desonesto.
    O desonesto sofre na essência,
    vê sua saúde mental diminuindo,
    abreviando o fim do seu próprio mundo.

    Carlos de Campos
    Foto por Valdans Media em Pexels.com