• Abramos os nossos corações e mentes às novas ideias



    Abramos os nossos corações e mentes às novas ideias

    A minha história é de busca,
    De intensidade e interioridade.
    É ser e não ser,
    Desejo e reclusão.

    A minha história é de fracasso,
    E, como todo bom fracassado, me justifico.
    Me justifico da pobreza que recebi como herança,
    E querem me ver calado.

    A minha história é como a sua:
    Nos calaram até não querer mais.
    Nos mantiveram presos nessas ideias,
    Ideias que nos fizeram acreditar.

    É hora de dar um basta nessa opressão,
    Passou da hora de se libertar dessas ideias,
    Ideias que não se justificam com tanta injustiça.
    É hora de deixar novos ares entrar.

    São nessas horas que temos que nos convencer
    De que seguir essas ideias do sistema não dá mais.
    O mundo está perdido em egos,
    Egos de poucos, mas egos autoritários.

    Ir em direção às ideias fundamentalistas é um erro.
    É preciso dar espaço e valorizar o debate.
    É debatendo que chegamos às boas e novas ideias —
    Que as boas e novas ideias então floresçam.

    Carlos de campos
    Foto por Landiva Weber em Pexels.com
  • Our Lives Are Not Precious



    Our Lives Are Not Precious

    (Poetic translation of Carlos de Campos original work)


    The precious value of life —
    a life constantly wounded
    by our hollow existence
    that insists on resisting the cold.

    The cold of indifference
    that condemns us,
    that crushes us —
    the cold of ignorance.

    Life is precious.
    But whose life?
    The life living off scraps of dignity?
    The life that dares not be happy?

    What is life?
    Is it the life found in a latrine?
    Is it the life they want me to live?
    Ah! What I know is
    **my life is not precious.**

    There is no dignity
    where contempt is the currency.
    Where indifference
    makes all the difference —
    and is always the best way.

    Yes, life is precious...
    but only for the one percent.

    Our silence has brought us here,
    where over ninety percent
    prefer indifference.
    It’s our national signature:
    to be a submissive people,
    always complaining —
    but choosing to live
    in the purest omission.

    Translated from the original Portuguese version using AI to maintain poetic and emotional fidelity.

    Foto por Alan Cabello em Pexels.com