• O Que Permanece

    O Que Permanece

    Mistério que envolve a vida,
    Ferida que sangra e não tem cura.
    Mais além de você,
    Só você mesmo.

    Diante da vida, existe a morte.
    O desejo incontido de sobrevivência
    Nos leva ao ostracismo.
    De repente, tudo para.

    No último suspiro,
    Finalmente conseguimos a emancipação da Terra.
    Homem parado, sem questionamentos,
    Na ilusão da vida, recebemos a morte como prêmio.

    Não existe defesa contra a morte,
    Nem acordo de rescisão.
    A morte é abusiva,
    Com poder opressor.

    Com sua força, abusa do poder,
    Eliminando a todos — amigos e inimigos —,
    Atraindo para si olhares invejosos,
    Ostentando ganância em meio à miséria.

    Seu poder e fama voam pelo mundo.
    Inveja e incerteza são os seus companheiros.
    Tudo o que ofereci foi por medo.
    A cada segundo, é mais um passo para o fim.

    Carlos de Campos
    Foto por Summer Stock em Pexels.com
  • O que eu seria sem o meu trabalho?

    O que eu seria sem o meu trabalho?

    Caos no trabalho é difícil de administrar
    São horas sem saber a verdadeira razão
    Cada um administrando como pode,
    Mesmo sem o patrão saber.

    Alguém viu o lucro que poderia ter e inventou o trabalho.
    No final do dia, dá trabalho viver com o trabalho que faço.
    É uma espécie de “chora menos quem manda”,
    É a valentia de quem nunca trabalhou.

    Quem deveria acordar acha fofo o emprego que tem:
    Insalubridade, pagamento atrasado e pressão psicológica.
    Existe honra nisso?
    Ser a maior força que com mais facilidade se pode manobrar.

    Movimento a exploração da mão de obra:
    Morreu trabalhando, morreu com honra.
    Seja você o agente transformador da boa vida do seu patrão,
    Só não se esqueça de que você é facilmente descartável.

    Imagine quando você ficar doente?
    Como o seu patrão vai te tratar?
    O seu suor é totalmente desvalorizado,
    Enquanto o emprego vai desaparecendo.

    Há quem diga
    Que foi Deus quem inventou o patrão
    Para castigar a carne de Adão e Eva,
    Que fornicaram lá pelas bandas do paraíso.

    Carlos de Campos

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