É legítimo sentir ódio; é um dos sentimentos que nos faz seres humanos. Sejam bons ou ruins, eles borbulham naturalmente em nosso ser.
O problema não está em senti-los: o que faço com o que eu sinto? É aí que precisamos refletir: o que fazemos com o que sentimos?
Está sentindo raiva? Quer bater em alguém? Fica cego quando tiram você do sério? Quando se sente em paz?
Treine com os pequenos atritos do cotidiano. Busque melhorar nesses momentos. As escolhas certas vêm desses pequenos acertos do cotidiano. Quando entender, não existirá mais conflitos.
Deixo meus sinceros votos: que você foque nas pequenas transformações do cotidiano, que se empenhe diariamente. O que é trabalhado constantemente passa a fazer parte da nossa índole.
Sentir é uma magia Que toma conta de nossa mente E nos leva a um mundo de fantasia, Para muitos, uma realidade sem volta.
Sei que nem todo mundo Entra nessa vida de fantasia por opção; Os desafios e as frustrações cotidianas muitas vezes os carregam, Nem sempre foi por livre opção.
Um refúgio seguro é o que se busca Numa fuga desesperada, Dolorosa existência, Incinerando a mente de um mundo doente.
A mente acelerada se desfaz; Uma a uma, as ideias já não fazem sentido, Tudo volta a ser primitivo; Esconder-se tornou-se um desejo avassalador.
Mente em fuga, distópico, nuclear.
Desejos irrealizáveis cobram — o seu preço.
Distante, da realidade, vivo — no mundo da fantasia.
Mente em colapso total, volta para o mundo primário —
viver, inseguro, por falta de realidade.
Realidade que se vive (com presença de espírito).
Carlos de Campos
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