Em um belo dia A natureza estava radiante Tudo é mais intenso do que o normal Do sabor, da cor e do sexo.
É um dia caprichosamente melhor do que foi ontem Ouço a quilômetros de distância o rio brincando em seu leito Ouço os pássaros cantando em uma linda sinfonia E observo uma mãe amamentando a sua cria.
Que esse dia se estenda pelos séculos São dias como esse que valem a pena contemplar Dia em que a eternidade resolveu se manifestar Sou esse anjo de luz a vibrar.
O enigma celestial a nos envolver de paz Sou eu compactado plenamente nas entranhas de Deus Capricórnio no jardim do Éden Quem sou eu além de um magnífico querubim?
Os meus dias de glória vão se acabando E com eles vou me acordando
Voltando a ser mais um mortal Tendo que abrir os olhos para a dura realidade.
Durmo no colo das deusas Acordo compactuando com o capeta Beijo os lábios mais doces que o mel Para deitar-me com os “escrupulosos”.
Um fenômeno análogo aéreo é real? Por que sentimos a necessidade da fantasia? Há quem diga que nós nem existimos para esta vida.
Ou que existem outras versões de nós? Em que realidade eu devo acreditar? O que devo aceitar? O que devo questionar?
O fato é que somos amaldiçoados por uma consciência, e essa consciência é questionadora demais. Ela é inquieta e não se sente à vontade diante da nossa realidade.
Existe algo ou alguém além de nós, nesta Terra? Aeronaves não identificadas são aquilo que desejamos que sejam? Enquanto não sabemos a verdade, a prudência nos pede que tenhamos dúvidas e muitos questionamentos.