Leproso do sistema
Quem sou eu?
Soma de instabilidades
Padrão mal-humorado
Poço de insatisfações?
Inconsistência
Percorre todo o meu corpo
Sou pobre, sem saúde
Sou leproso do sistema.
Sou o voto que oprime
Sou suicida em potencial
Sou mais um otário, acreditando ter uma chance.
Morte
Sonho com esse dia
Quando estarei urinando em seu sarcófago.
Último suspiro
Seu olhar cintilante
Se destaca entre as estrelas
Olhar que cativa.
Nuvens carregadas
Vão deixando a vida mais pesada
Olhar ofuscado por trovoadas.
Tempos ruins pedem por mudanças
Determinação e muita confiança
Seja lá o que isso signifique nas práxis da vida.
Represado está o ódio em meu peito
Desta vida fodida
Das experiências mal resolvidas.
Inúmeras insatisfações me atormentam
Rastros de melancolia pela casa inteira
Disperso ando pela minha vida.
Vou em direção a janela do quarto
Abro a janela
E sou tomado, mortalmente, pelos bons ares.
Ao dominar os meus instintos, me senti livre
Ninguém mais é capaz de me dominar
Ou me dizer o que tenho que fazer
Vê o quão bom é a liberdade?
Nos faz pensar na porra da sociedade, comunidade e família
Mesmo sabendo que nunca seremos livres plenamente.
Tudo o que aconteceu até agora
Aconteceu para que entendêssemos
Que na vida estamos em constantes batalhas
Algumas vitórias e outras derrotas
Mas, que é preciso sempre lutarmos
Até o último suspiro
Sem nos agarrarmos a muitas esperanças.