Defender a democracia é proteger a própria vida
Se observa a falta de comprometimento
É a condição imposta
Sujeito ao submundo
Disperso pela vida.
Ninguém sabe que sabia
Pela noite adentro se tramava
Que a pátria seria aniquilada
Tomada no golpe.
Não cante vitória
Nem conte com nossa rendição de mão beijada
Essa nossa jovem democracia
Será defendida com a própria vida.
Onde existe democracia, existe a força popular
O direito fundamental
Diálogo e muita resistência.
A defesa da democracia é preservar a vida
Se, hoje, o sol brilha em seu rosto
É porque vive em uma democracia.
Carlos de Campos
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Documentário BBC | 8 de Janeiro: o dia que abalou o Brasil
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Sua desolação ofegante
Sua desolação ofegante
Os olhares do mundo estão atordoados,
Perplexos pela ausência
De qualquer resquício de esperança.
Ausência silenciosa.
Caem na face lágrimas
De um dia triste,
Sem qualquer atrativo,
Só o estímulo do instante.
São dias de muita tristeza,
O ser já não aguenta mais existir.
Existir se tornou enfadonho,
Pandemia de uma mente doente.
Não existe promessa.
Não temos nada com o que festejar.
Só a lamentação orienta.
Existe quem não queira aceitar.
Não existe um novo amanhã.
Existe um novo tormento.
Não existe um porto seguro.
Deus sorri com ironia.
Existo.
No existir, adormeço.
Na desolação, me esqueço.
No esquecimento, eu existo.
Carlos de Campos
Foto por Ahmed akacha em Pexels.com