Tag: aquecimento global

  • O apocalipse está batendo em nossa porta

    O apocalipse está batendo em nossa porta

    Os detritos de nossa reles existência
    Pedem para que paguemos o que devemos.
    Destruição, calamidade no concreto.
    O tempo já se esgotou para cada um de nós.

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    Enquanto a solidão me abraça
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    Corram para dentro de si.
    Confronte sua consciência com as suas omissões.
    O tempo de achacar o planeta acabou.
    É tempo de sentirmos o peso da completa destruição.

    Temperatura corporal elevadíssima.
    Sua carne derretendo como plástico.
    O seu sangue cozinhando em suas entranhas.
    E você destituído de suas capacidades cognitivas.

    Camadas e mais camadas de morte.
    A morte como destino.
    O sofrimento, sua companheira mais velha.
    Só nos restarão as lágrimas com sangue.

    O que podemos fazer para amenizar essa realidade?
    Devemos nos conformar com esse nosso fim?
    O que você anda fazendo enquanto comunidade?
    Buscando se unir e agregando forças nessa luta?

    A escolha é individual.
    O sofrimento será comunitário.
    Independentemente de qual classe social você ocupe.
    A natureza vai barbarizar geral.

    Carlos de Campos

  • Livro 15: O Menino do Caos (Prosa 01/60) O destino está lançado

    Livro 15: O Menino do Caos (Prosa 01/60)
    O destino está lançado

    O destino do homem está lançado. Não há mais nada que se possa fazer. Tudo entrou em erupção. Entramos em turbulência com apenas um motor funcionando.
    O que não devemos fazer neste momento? Não devemos tratar o aquecimento global com desprezo. A cada omissão, a cada mentira que continuarmos a reproduzir, com mais força sofreremos o castigo.

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    Em noites de solidão, estarei aqui

    Insistir em não reconhecer o problema é obstaculizar nossa única chance de fazer com que os prejuízos fiquem apenas no âmbito material e não avancem para uma tragédia ainda maior, comprometendo a vida das pessoas.
    Durante todos esses longos anos, procuramos não olhar para o problema e até fingimos que tudo não passava de um blefe científico. Chegou a hora de pagar à natureza a conta de nossos desmandos e maus-tratos. Não temos mais como adiar esse encontro terrível, em que, de um lado, está a fragilidade humana, aprisionada em um ego inchado, e, do outro, uma natureza que, por séculos, foi amigável, mas que agora está fora de controle. Com força total, teremos de experimentar o seu poder.

    O que fizemos com a natureza? Será que valeu a pena, diante de tudo o que nos espera? O que, de fato, dependia de nós? Quem é, de fato, o culpado por o clima estar assim?
    O que podemos fazer agora para, pelo menos, amenizar os danos colaterais? Precisamos, acima de tudo, unir-nos em torno da causa ambiental, mais do que nunca.

    Carlos de Campos