Tag: autoconhecimento

  • Mão fantasma

    Mão fantasma 
    
    O “poderoso” age na sombra 
    Esquivando-se da fiscalização 
    Espalhando rumores de que tudo vai bem. 
    
    Na contabilidade final 
    Sempre se encontra um jeito
    Maquiam um defunto em decomposição. 
    
    O que resta no interior das consciências ?
    Além de lucrar com o que não lhes pertence ? 
    Ainda dá para se ter esperança ? 
    
    Há quem afirme que o ser humano está perdido
    Perdido entre os frutos podres do seu “progresso”
    Resta saber se conseguiremos voltar desse retrocesso.
    
    Carlos de Campos 
    
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  • Ódio visceral

    Ódio visceral 
    
    Nuvens sobrecarregadas 
    Transformando o dia numa noite fria
    Cordialidade violentada. 
    
    Identificado com o mau
    Gaba-se de atos violentos 
    A todo tempo desdenha da justiça. 
    
    O fracasso em sua vida é o seu alimento 
    É o que dá sentido às suas perseguições 
    Buscando intimidar apenas os mais vulneráveis. 
    
    “Poder”, é o que acreditam ter 
    Deixam suas fraquezas expostas 
    São consumidos por seu ódio doentio.
    
    Carlos de Campos 
    
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  • Opa

    Opa 
    
    Morar no Brasil 
    Um misto de contradições 
    Perturbações 
    Uma vida de solidão. 
    
    Sonho que não se realizará 
    Desenvolvimento, não acontecerá 
    Pela mentalidade pequena 
    Por tudo girar entorno do próprio umbigo. 
    
    Quem sabe, um dia 
    Seremos tomados pela grandeza 
    E erradicaremos toda pobreza ?
    
    A fome será uma distante recordação desagradável
    E a justiça social é quem prevalecerá 
    Um sonho que preciso continuar sonhando.
    
    Carlos de Campos 
    
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  • Vilão brasileiro

    Vilão brasileiro 
    
    Maracutaia 
    Escondem sem vergonha 
    A manifestação de gafanhotos 
    Quer destruir a democracia. 
    
    Querem emergir do submundo 
    Para usurpar o bom senso 
    Tomar o Brasil dos brasileiros
    Honrando a torturadores. 
    
    Trabalham nos esgotos 
    Entre escombros
    Cooptam mentes com mentiras 
    Almejando o caos e o regresso. 
    
    Nação ! 
    Desperte desta sonolência 
    Ditadores e torturadores ainda conspiram.

    Carlos de Campos

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    bandeira verde amarelo do Brasil , uma mulher negra caminha pela calçada.
    Foto por Bia Santana em Pexels.com
  • Mão de obra

    Mão de obra 
    
    O amanhecer chega 
    E, com ele, um novo dia 
    Um dia de trabalho 
    Para os que ainda têm. 
    
    Um dia para garantir a subsistência 
    Para, quem sabe, ter o que comer no fim do dia
    Um dia para se trabalhar com dignidade 
    E não para se tolerar abusos no trabalho. 
    
    O trabalho precisa sustentar a vida 
    Dignidade e alegria 
    É só o que pedimos. 
    
    Mão de obra 
    É do que depende o desenvolvimento social
    Respeito ao trabalhador acima de tudo.

    Carlos de Campos

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    Foto por Jan Zakelj em Pexels.com
  • Recomeços

    Recomeços
    
    
    Mas, deixem o sol brilhar 
    Dando visibilidade as estrelas 
    Impossível é não se admirar 
    Dessa beleza única e verdadeira. 
    
    
    Deixem o sol brilhar 
    Em um espetáculo raro
    Nutrindo com sua poderosa presença 
    Magnifico é o sol, pelos quatro cantos do planeta. 
    
    
    Pleno está o sol nesse dia 
    Sem descanso, nos aquece 
    Produzindo vida com sua energia 
    É vida fluindo em abundância. 
    
    
    Impossível é não perceber 
    Sua importantíssima missão 
    Se consumir dia e noite 
    Para que seres sigam vivendo. 
    
    
    Mudanças acontecendo 
    Corpos celestiais se aproximando 
    Dançam na presença do sol. 
    
    
    Dançam a dança da vida 
    Dos fluidos que vão sendo estimulados 
    Despertando mais um novo recomeço.
    
    Carlos de Campos 
    
    
    Foto por Ilzy Sousa em Pexels.com
  • Impiedosa é a vida

    Impiedosa é a vida 
    
    
    Ímpeto.
    Capaz de dominar a mente 
    Destruir a paz
    Banalizar a maldade. 
    
    
    Destruir o amor 
    Desligar-se da realidade 
    Debater-se em delírios 
    Dominado pela impiedade. 
    
    
    Perdido em pensamentos 
    Interiormente atormentado 
    Cada dia marca um novo passo
    Longe do bom senso. 
    
    
    Em tempos atordoados 
    Corridos e frustrados
    Em pleno declínio 
    Acabado no egoísmo. 
    
    
    Impiedoso e delirante 
    Levado pela onda 
    Trava-se mais uma luta
    Uma luta interna e decisiva. 
    
    
    Procuro na escuridão 
    Uma simples fagulha 
    Para, quem sabe, aquecer 
    O que a vida fez questão de esquecer.
    
    Carlos de Campos 
    
    
    Foto por Produtora Midtrack em Pexels.com
  • Amor que cura

    Amor que cura 
    	
    Quando o amor já não é mais correspondido, fica inevitável aquele sentimento de frustração, especialmente pela parte que nutria ainda algum afeto. 
    	São esses momentos na vida que precisamos aproveitar, como momentos de aprendizado, porque estando na vida estaremos sempre sujeitos a essa situação de encontro e desencontro. 
    
    	O amor é o melhor dos sentimentos. A expressão máxima do ser humano. É também a maneira legítima de nos descobrirmos, verdadeiramente, no mundo. Nesse sentido, o amor é exigente, esperando, nada menos que a excelência em maior nível de comprometimento sincero com a outra parte. 
    Para de fato amar, dentro da dinâmica do amor, é preciso aprender a cuidar com diligência, e na medida certa. Amar é cuidar com liberdade e respeito.  Conexão de almas, energias, emoções, mentes e corpos. É ter a capacidade de, juntos, superar todos os obstáculos que surjam. Momento único, de sua história, em que o ser humano se encontra verdadeiramente lúcido.
    
    	Lucidez, é a filha de quem, com humildade, se colocou como aluno na escola do amor. E, como bom aluno, bebeu de sua fonte que, na medida certa desse cuidado, apesar das contradições, é a felicidade que sempre prevalecerá, exercendo o respeito, o perdão plenamente sincero e jamais esquecer-se do outro ou colocá-lo em segundo plano 
    
    	E, finalmente, possamos nos abrir verdadeiramente ao amor para deixarmos que o amor nos cure a mente, a emoção e o corpo.

    Carlos de Campos

    Foto por Aedrian em Pexels.com