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  • É preciso ver com os próprios olhos o interior


    Explore uma reflexão profunda sobre o mundo interior e a beleza da existência. Este poema convida à contemplação da vida sob uma nova perspectiva, destacando o poder da percepção, o mistério da consciência e a riqueza de possibilidades que habitam cada ser.


    É preciso ver com os próprios olhos o interior

    É mistério o mundo interior,
    E fascinante o seu modo de agir.
    Nada é igual sob o sol que nos ilumina;
    Deslumbrante é o mistério da vida.

    No íntimo de nossa existência,
    Existe um universo de possibilidades.
    Existe uma infinidade de olhares:
    Olhem para as estrelas que lhe habitam.

    Nós nos perdemos em meio a tantos estímulos,
    Estímulos que anestesiam nossas capacidades de olhar e ver.
    Olhar e ver: eis o nosso maior drama.
    As estrelas que nos habitam estão aí.

    O mistério que nos envolve
    E nos condiciona
    A sermos dependentes de estímulos fugazes,
    Que nos limitam a ser nada.

    Sou a estrela em teu ser,
    O manifesto de amor.
    Sou a tua beleza interior,
    O dia e a noite da tua vida.

    Vi, pela primeira vez, o nascimento de uma estrela.
    Admirável é a beleza desse acontecimento.
    Dentro de mim existe tanta beleza
    Que todos passam a ver.

    Carlos de Campos
    Foto por Rumeysa Demir em Pexels.com
  • Sem justiça social, não existe possibilidade de pacificação



    O poema “Sem justiça social não existe possibilidade de pacificação” é uma reflexão sobre as contradições estruturais da sociedade contemporânea.

    Sem justiça social, não existe possibilidade de pacificação

    Justiça?
    Para quem?
    Para quando?

    O que se espera da justiça?
    Dos longos e exaustivos julgamentos?
    Espera-se justiça?

    O que a sociedade compreende por justiça?
    O que se espera da justiça?
    Nas entrelinhas, o que o povo almeja de verdade?

    Ouço o grito do povo
    pedindo por vingança.
    Assusto-me quando só sinto o hálito de sangue.

    Não estou aqui para julgar.
    Cada pessoa tem o seu motivo.
    Só me permitam alertar: esse não é o melhor caminho.

    O sol se põe sobre a razão.
    É evitável que a justiça seja nossa única solução,
    e é incoerente dizermos que ninguém precise de educação.

    Queremos soluções fáceis para coisas complexas.
    Queremos justiça em um país sem educação.
    Queremos educação em um país sem justiça social.

    Carlos de Campos
    Foto por Pavel Danilyuk em Pexels.com