Tag: Brasil

  • O silencioso medo da vida


    O silencioso medo da vida

    Fim de uma geração
    Entregue à loucura,
    No desespero desmedido.
    Fim de uma geração.

    Está pesado o clima,
    Intenso.
    Loucos pelas ruas,
    Exercendo a sua covardia.

    Pulsos rasgados,
    O coração sangra ódio.
    Peito aberto,
    Olhos cegos.

    Incêndio consumindo o corpo,
    Corpo jogado no lixo,
    Na existência de um circo
    Tímido e violento.

    Onde estamos indo?
    No lugar que cultua a morte,
    No deslumbre de uma fatalidade
    Quase pressentida.

    Violentos se levantam contra nações,
    Escondem-se nos escombros da morte.
    Sem olhar, assisto.
    Prevejo a cura do mal.

    Carlos de Campos
    Foto por Tara Winstead em Pexels.com
  • Existe um plano mundial, e você não pode saber


    Existe um plano mundial, e você não pode saber

    Vê: o paraíso existe.
    Libélulas indicam para nós o caminho,
    o caminho da gratidão,
    dos pequenos momentos felizes.

    Os desvios que a vida nos obriga a fazer,
    em um simples ato de amor,
    intenso,
    que reverbera em todo o nosso ser.

    Enquanto a solidão me abraça é um livro para quem busca paz, sentido e amor nos pequenos gestos — disponível na Caravana Grupo Editorial

    A beleza ilumina a minha mente,
    meu corpo se ancora
    em tuas mãos poderosas.
    Quero a paz em minha alma.

    Música para minhas células,
    que fazem festa de alegria,
    celebram a força da fortaleza
    que derrama tanta satisfação.

    O paraíso existe,
    e precisamos vivenciá-lo
    em cada simples ato de generosidade.
    Abrem-se comportas de bondade.

    Estes são os sonhos de nossas almas.
    Tudo existe para nos fazer felizes.
    A felicidade nos quer alcançar.
    E você quer ser feliz?

    Carlos de Campos

    Se este poema falou com você, continue a leitura em outros textos no blog Memória e Poesia — memoriaepoesia.com
    Foto por Pixabay em Pexels.com
  • Te amo com cada célula do meu corpo


    Te amo com cada célula do meu corpo

    Infinito é o amor
    Que encontram os corações abertos.
    Os corações, mesmo os feridos,
    São capazes de amar.

    Você foi feito para o amor,
    Para curar por meio do amor.
    Você é convidado a se derramar de amor.
    Ouça: é o amor que te chama.

    Rompem-se os muros de gelo.
    Cada gota mata a sede da humanidade,
    A sede de amor.
    Tudo flui.

    O teu sonho
    É saciar a sede dessa humanidade,
    A sede do amor,
    Amor que está sedento para amar.

    Teu coração transborda saudades,
    Tuas mãos percorrem memórias,
    Tua existência transpira a mais pura gratidão,
    A gratidão dos que amam de verdade.

    O meu coração se derrama em ti,
    O meu olhar te acolhe,
    O meu corpo busca o teu corpo.
    Nessa união nasce o nosso amor.

    Carlos de Campos
    Foto por cottonbro studio em Pexels.com
  • Somente um coração pacificado pode transmitir a paz



    Somente um coração pacificado pode transmitir a paz

    O iludido
    Vai sendo sufocado aos poucos,
    Vai caindo na fraqueza de suas contradições.
    O iludido teimosamente persiste na ilusão.

    O iludido desaparece de sua razão,
    Da mente turva se confunde,
    Se descuida de sua saúde.
    Fraco, o iludido cai em suas próprias armadilhas.

    Foi no anoitecer
    Que tudo precisou chegar ao fim.
    Fim de um pensamento viciante,
    Excludente.

    Tudo está tão distante,
    Tudo me parece mais colorido,
    Cheio de vigor.
    Nenhum resquício de idiotices.

    Esse destino foi traçado,
    Inteiro o homem se encontra,
    Em completude,
    De um amor pelo próprio sentido.

    Essa é a essencialidade de toda vida:
    Viver para promover a paz interior.
    A pacificação que transforma sociedades
    Começa no coração acabrunhado.

    Carlos de Campos


    Foto por Anna Giorgia Zambrelli em Pexels.com
  • Vi você passando ao largo


    Vi você passando ao largo

    Um oceano de tristeza,
    De lamentações profundas,
    De inconstâncias persistentes.
    Sou o próprio muro da indiferença.

    Um fantasma que assombra.
    Há dependência do medo,
    Distorce o meu raciocínio lento.
    Daqui do meu lugar, só vejo deserto.

    Este destino fora trancado
    No arcabouço da ignorância,
    Da censura banalizada.
    É como andam as coisas.

    O perigo anda solto,
    Orquestrando sequestros mentais.
    A vítima indefesa pode ser você;
    Ninguém está imune a esse dilema.

    Você chegou carregando o sentido da minha vida.
    Vi onde encontrar o meu equilíbrio.
    Nenhum dia a mais de sofrimento.
    É preciso dar um basta a tanta manipulação.

    Corto qualquer vínculo inconsciente com você,
    Com suas armadilhas escondidas,
    Com as tuas tramas malditas.
    Me lavo no mar da regeneração pacífica.

    Carlos de Campos
    Foto por Santiago Sauceda Gonzu00e1lez em Pexels.com
  • O respeito ao limite é essencial



    O respeito ao limite é essencial

    Insistir em tudo é um erro?
    Erro é desejar o que não se pode ter?
    Insistir no que não se pode ter
    Não é acerto onde tudo é forçado.

    Saber errar é sinal de maturidade.
    A maturidade se conquista entre os erros e acertos.
    Aceitar os “nãos” com elegância,
    A maturidade é fruto de um trabalho longo e árduo.

    Sentir a vida,
    Sentir as emoções,
    É respeitar o caminho,
    É crescer no equilíbrio.

    Finalmente, amar-se
    É o caminho seguro da vitória,
    Da vida que emerge do vazio,
    Da existência que floresce.

    Não deixe ser dominado pelo fracasso,
    Por ilusões corriqueiras,
    Pelo medo de continuar.
    Resgate a sua coragem de lutar.

    Não deixe o amor esfriar.
    Ouça o seu interior,
    Levante-se com firmeza
    E dê uma chance para o amor.

    Carlos de Campos
    Foto por Nikhil Manan em Pexels.com
  • Em seu peito pulsa essa minha dor

    
    
    
    
    
    Em seu peito pulsa essa minha dor

    Rasgo, em meu peito, essa flor,
    dor desse espinho cravado,
    pus da inflamação
    de um ódio cultivado no cotidiano.

    Ódio sem precedente,
    que machuca o meu peito febril.
    É insuportável, e eu preciso agir,
    e a violência acaba sendo o meu refúgio.

    Que a violência não é remédio, eu sei.
    Sei que essa dor é insustentável,
    que essa pressão me enlouquece,
    me distanciando da minha sanidade mental.

    Não tenho ninguém por mim.
    Tudo leva a duvidar do meu caráter.
    Não olham para o meu peito sangrando,
    nem para esse corpo em estado febril.

    Sucumbirei a qualquer momento
    nesse abraço apaixonado
    que transfere para o seu peito o meu espinho de dor.
    Teu beijo acolhedor desinflama a minha alma.

    Um dia te amarei com esse mesmo amor,
    um amor que doa vida,
    um amor que promove a cura física.
    Um dia irei te amar tanto assim.

    Carlos de Campos
    Foto por u0412u0430u043bu0435u0440u0438u044f u0428u043au043eu0434u0430 em Pexels.com
  • De noite a solidão me acolhe


    De noite a solidão me acolhe

    Minha solidão é intensa,
    cheia de atritos internos.
    Na mais intensa noite escura,
    no anoitecer que nunca termina.

    Noite fria, apesar do calor,
    noite tenebrosa.
    Assustadora é essa noite sem fim,
    noite de uma solidão intensa.

    Os dias que se tornaram noites
    me orientam nessa jornada.
    Tateando, eu prossigo.
    Insisto.

    No caminhar, me guio pela persistência.
    A resistência é minha fortaleza.
    O desejo de continuar só aumenta:
    é o caminho dos vitoriosos.

    Que o nosso mundo se ilumine,
    nos oriente para irmos além —
    não distante —
    caminhe.

    No anoitecer, por mais escuro que esteja,
    há esperança de que voltará a amanhecer,
    que a solidão dará lugar à confraternização
    e que a paz interior prevalecerá.

    Carlos de Campos
    Foto por Lukas Rodriguez em Pexels.com
  • Deuses em justa ação


    Deuses em justa ação

    É um Deus entre deuses,
    Tantas diversidades de cultuá-lo,
    Entre tantos deuses, juiz como eu.

    Quanto a cada um,
    Um só é o seu juiz;
    É sua devida toda a glória.

    Um dia estava meditando
    Quando fui absorvido por uma profunda comoção.
    Palavras divinas pairavam sobre a minha cabeça.

    Era uma voz feminina,
    Rompendo o meu mundo interior,
    De uma só vez acolhedora.

    Voz suave que me guia:
    Destino…
    Não há por que parar.

    Lugar em que as deusas fazem festa,
    A festa da libertação,
    Em que os deuses e homens se unem para se confraternizarem.

    No auge desse êxtase,
    Uma das deusas veio até mim;
    Tocando em meus lábios, tudo desapareceu.

    Carlos de Campos
    Foto por cottonbro studio em Pexels.com
  • Um indigente da escrita


    Um indigente da escrita

    Reintegrado ao mundo,
    um mundo de sonhos,
    de ilusão permanente.

    O que sou é insignificante
    quando vejo o que eu poderia ser
    descalço.

    O que sou sem os meus sapatos?
    Sem a profundidade de sua beleza?
    Quem sou eu?

    Sou um que compartilha
    ideais de uma multidão,
    um décimo do que nunca serei.

    Um indigente de um mundo sombrio,
    um idealizador enclausurado,
    uma vítima sem causa.

    Carlos de Campos
    Foto por Hu00f2a Lu00ea u0110u00ecnh em Pexels.com