Tag: Brasil

  • Quem quando for desprezar

    Quem quando for desprezar  

    O despertador toca
    É hora de se levantar
    E enfrentar mais um dia
    Um dia de muita luta.

    Um dia para se ter coragem
    Hoje é o dia de celebrar
    Os dias de vitória
    Os dias que, até aqui, nos trouxeram.

    Nem todos os dias foram flores
    Mas, nunca se subestima a existência
    Que floresce onde deseja.

    Morre a vida
    Que nunca aprendeu a viver
    Deixando de lado o princípio básico.

    Carlos de Campos
    Foto por Yusron El Jihan em Pexels.com
  • Malandro

    Malandro 

    Constrangedora é tua bajulação
    Jogo de conversa fora
    Queima da própria imagem
    Proporcional ao tamanho do teu fim.

    O que te falta é uma imagem transparente
    Até a alma, é desonesto e chantagista
    Príncipe das maracutaias
    Dono das mil caras.

    Passaram-se os anos
    Tua conduta em nada melhorou
    Continua o mesmo pontífice da malandragem.

    De um pensamento peculiarmente injusto
    Cheio de contradições
    Náufrago em uma existência infeliz.

    Carlos de Campos

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    Foto por Pixabay em Pexels.com
  • Solitário com sua presença

    Solitário com sua presença 

    Os desejos que vão e vêm
    Fazendo da nossa vida
    Uma montanha russa sem fim
    Um carrossel de emoções.

    Em algum momento, nos sentiremos assim
    Emoções que nos pegam
    Insistindo em não nos deixar
    Nos rodopiando num carrossel

    Nada é pior do que se sentir assim
    Envolto em emoções tão distintas
    Em um verdadeiro carrossel de emoções.

    A minha mente se sente só
    Solitário com as pessoas presentes
    Sou, novamente, tomado pelo carrossel de emoções.

    Carlos de Campos

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    Foto por mikoto.raw Photographer em Pexels.com
  • Que meus dias sejam sempre intensos

    Que meus dias sejam sempre intensos 

    Tuas mãos macias
    Teus olhos atentos
    Ouvidos entregues a ouvir
    Enquanto, tua boca, balbucia.

    Na meia luz do seu quarto
    Se vive com aquela constante impressão
    De que está sempre à espera do momento certo
    O momento de continuar sentindo.

    Põem-se a balbuciar novamente
    O mistério que envolve essas linhas
    Olhar atento a deslizar nas folhas, com alegria.

    Profunda é a entrega
    Intensa como alguém que está amando
    Que livremente vai se entregando.

    Carlos de Campos

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    Foto por cottonbro studio em Pexels.com
  • Amadurecer para não mais sofrer

    Amadurecer para não mais sofrer 

    Surpresas do destino
    Sempre a nos lembrar
    Que não estamos no controle
    Precisamos ter atenção.

    É com o tempo que devemos aprender
    A lição de uma vida inteira
    Que existe uma razão em nosso viver
    É preciso querer para entender.

    Um dia, quem sabe
    Nossa atenção se volte para o essencial
    Quando acontecer, seremos livres interiormente.

    Um dia faremos as pazes com nossa consciência
    Nessa imensidão de desejos
    E, para o amor verdadeiro, retornaremos.

    Carlos de Campos

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    Foto por Quang Nguyen Vinh em Pexels.com
  • O equilíbrio é a meta

    O equilíbrio é a meta 

    No balanço da vida, me seguro
    O medo é presente
    Insinuante como se esperava
    Continuo me segurando.

    Ouço o medo falando comigo
    Sem qualquer pudor
    Nem meias palavras
    Ouço e faço que não o escuto.


    O medo é persistente
    Mas existe uma solução
    Não mais o alimentarei.

    Com segurança, convenço o ego
    Que no balanço da vida
    Seguirei me equilibrando.

    Carlos de Campos

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    Foto por Nandhu Kumar em Pexels.com
  • Preâmbulo

    Preâmbulo

    Existência
    Forjada pela leitura
    Um ser humano mais feliz.

    Carlos de Campos

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  • Onde repousa a paz?

    Onde repousa a paz?

    No desejo que se encontra a busca
    No encontro e desencontro
    Em cada um em que se manifesta a maldade
    Na deturpação do sentimento fragmentado.

    Na extravagância onde se esconde a imoralidade
    Que fica na espreita
    Reagindo aos pequenos delitos
    Nos maltratando interiormente.

    Odeio e sinto ódio
    Engulo o passado sem solução
    Impunidade, é como chamo.

    Odeio o dia de paz
    Odeio as noites de guerra
    Busco uma solução pacífica.

    Carlos de Campos

    Foto por Milad Farhani em Pexels.com
  • Hoje, somente hoje, sigo vivendo

    Hoje, somente hoje, sigo vivendo

    Morte
    Difícil encarar essa dura realidade
    Muros são construídos para evitar esse debate
    Enquanto somos tomados por sensações de fracasso
    Preferimos deixar de lado o fim do nosso legado.

    Morte
    O que isso significa para cada um de nós?
    Um golpe amargo em nossa existencial frágil?
    A ponte necessária para outra vida?
    Caminho educativo para respeitarmos a própria vida?

    O que não queremos, é pensar na possibilidade da própria morte
    Qual o sentido em ficar pensando sobre isso?
    Desconhecemos que a vida que temos é um bem maior?

    O final é inevitável e nós sabemos
    Tudo segue um simples roteiro
    Que tem um começo, meio e fim.

    Carlos de Campos
    Foto por T Leish em Pexels.com
  • A morte em xeque

    A morte em xeque 

    Cabe repercutir
    O mistério que ainda envolve
    O medo da própria sorte
    Controle de tal façanha, quem conseguiu ?

    Controle total, ainda não nos foi dado
    Pode existir, entre nós, as exceções
    Que nos instigam, travando nossa natureza
    Fazendo a mente fervilhar.



    Somos seres curiosos
    Está em nosso DNA, explorar
    Buscar, é o que precisamos.

    Existe poder em conhecer o desconhecido
    Saborear o que é novidade
    O que realmente desejamos, é curar a própria morte.
    Foto por Mitja Juraja em Pexels.com