Descrença
Observo
A população mais simples
Reproduzindo ideias do patrão.
Observo
Minha descrença na sociedade
Só aumenta.
Carlos de campos 60547

Descrença
Observo
A população mais simples
Reproduzindo ideias do patrão.
Observo
Minha descrença na sociedade
Só aumenta.
Carlos de campos 60547

Meu amor solitário
Minha amada
Meus olhos te buscam o dia inteiro
Por dias, sem fim.
Sou o amor !
Sou a solidão !
Existo nos dias de angustia !
Acolhido pela solidão
Amor desiludido
Sou quem não gosto de ser.
Carlos de campos

Ir além
Cada vez mais
Instantes desperdiçados
Além.
Morrer é ir além
Como é o viver
Distante da razão
Fim, é onde chegamos.
No final, é onde nos encontramos
Caminho sem descanso
E sem retorno.
O som acabou
O dia não é mais claro
Ir além, ficou cada vez mais difícil.
Carlos de Campos

Um dia tudo será revelado
Em uma dessas noites
Quem estiver atento saberá
Em um dia, em uma hora qualquer.
Nem muito ao céu, nem ao mar
O infinito está em você
Para onde quer que olhe
Nosso olhar sempre será limitado.
Olhar, não significa ser visto
Olho na direção do horizonte
Buscando saber o que sinto.
Silêncio !
Em um dia qualquer nos veremos
Tudo voltará ao seu estágio natural.
Carlos de Campos

No retrocesso, pode existir esperança? Estou um tanto preocupado Está quente por demais Insuportável até na sombra Dizem que o clima se divorciou. Fiquei sabendo que o clima largou a humanidade A natureza era tão explorada Por tantas vezes, em silêncio, sofria com a violência O clima nos deixou e foi também a nossa esperança. Sem clima não existe vida Sem vida não existimos, eu e você Não há dinheiro nesse mundo que possa nos salvar. Tudo tão quente e gelado Tudo está propício ao império da morte Morte, justa juíza, julgando os nossos atos e omissões.

O amor vence o ódio? Pode o amor vencer o ódio? Em meio a tanta dor Como é possível amar? Onde posso encontrar em mim essa capacidade de amar? Como experimentar o amor além das palavras? O ser humano é desconfiado de tudo Em tudo, vê possíveis ameaças Pouco disso vem do instinto de sobrevivência Um pouco vem dos traumas, da realidade e das escolhas erradas. A onda de maldade é sempre um tsunami Vem com força e sempre muito violenta O mal é sempre mais acolhido pelo ser humano Ser grosso, mentiroso, violento não exige de si reflexão. O amor pede de nós constantes reflexões Contínuo diálogo com o interior O amor, para nos curar, mexe nas feridas É sempre um exorcismo diário Para vencermos a maldade que nos habita. Dedico todos os dias para que o amor vença em mim Para que o amor vença em cada ser humano Porque só o amor vencerá a maldade instalada neste mundo Não desista do amor, não desista de amar.

Morrer longe de casa Ignorados Deixados para morrer Seus algozes não contavam Com sua força de vontade para viver Morrer não estava nos planos. Hoje Não morre ninguém Esperança renovada A luta continua Por um mundo acolhedor. Continuaremos sendo perseguidos pelo medo Mas, nenhum medo será capaz de nos parar Nem ameaças de qualquer gênero Estamos decididos a seguir.

Obsceno Inocentes mortos Deixados para trás Soterrados pela ignorância No descaso generalizado. Escassez de alimentos Fome, medo, guerra, morte como consolo Poder obsceno que oprime o povo Mata aos poucos, continuamente vai matando. Refletir é o que nos resta Não existe política que nos salve Estamos por nossa conta e risco. Instaurado está o medo nos corações Para enlouquecer os que ainda estão saudáveis Um mundo odioso se avizinha.
