Tag: cansaço

  • Sua busca

    Sua busca

    Calma bem-vinda
    Que vem do fundo do ser
    De uma alma cansada,
    Atolada de trabalho,
    Que impede a vida de ter sentido,
    Experimentando os aborrecimentos contínuos.

    Empoderando os desafios,
    Suprimindo uma vida de afetos,
    Afetos de um companheirismo.
    Finge que está tudo bem,
    Quando, na verdade, está no fundo de uma fossa,
    Uma fossa profunda, escura e úmida.

    Lá no fundo da fossa,
    A alma encontra forças para resistir,
    Mesmo sem saber como vai sair.
    A alma, devotamente, começa a entoar o canto da resistência,
    O canto sobre a esperança,
    Que canta o amor que nos faz seres humanos.

    De dentro do fosso,
    Em meio ao canto que está sendo entoado,
    Sem mais qualquer esperança,
    Entre o medo e a perseverança,
    Entre o abuso e o amor,
    A alma, em meio à intensa dor,
    Rasga as vestes corporais.
    Mesmo ainda fraca, a alma rasteja,
    Rasteja para fora daquela fossa.
    Sai em busca de um sentido para sua vida,
    No ápice do seu esquecimento,
    Enquanto pessoa humana,
    Que, mesmo sendo anulada de todas as formas,
    Busca ser resistência,
    Busca ser a expressão real e verdadeira do amor.
    E nunca pensa em desistir.

    No interior do seu ser,
    Existe uma fonte natural
    Da mais pura água,
    Água límpida e refrescante,
    Capaz de matar a sede por justiça,
    Dando ao corpo, alma e espírito
    Uma vitalidade sobrenatural,
    Um olhar místico,
    Que vê a realidade além da materialidade,
    O bem em tudo à sua volta,
    Em uma vida repleta de amor
    E que só vê sentido se for para amar.

    O movimento mais importante em uma vida
    É o movimento sincronizado de uma alma.
    É onde a alma encontra o seu próprio caminho,
    Um destino de escolhas fáceis,
    De vitórias bem celebradas
    E de derrotas aceitas e muito bem digeridas.
    Movimento que move a alma sempre para a verdade,
    Íntegra caminha com a sabedoria,
    E de mãos dadas segue com a esperança.

    Carlos de Campos
    Foto por Kseniya Budko em Pexels.com
  • Som da Alma

    Som da Alma

    Mostre o abismo da solidão
    Fincado na rejeição.
    Não machuque a memória
    No cansaço da negação.

    Mulher, teu cansaço
    Diminui ao longo da vida,
    Impondo diferentes perspectivas,
    Nenhuma igual à outra.

    Mãe que acolhe,
    Filho que abandona.
    Em cada novo nascimento,
    Se mina o relacionamento.

    Muitos relacionamentos findaram,
    Corações sangraram.
    Imutáveis são as consequências;
    O que se pode fazer?

    Na vigilante memória,
    Debruço-me em expectativas,
    Impondo-me a mais nobre resolução.
    Do teu seio, bebo dessa dor.

    Oh, estrela casta!
    De olhar deslumbrante,
    Equilíbrio peculiar ao teu alcance.
    Tens honra que dignifica.

    Carlos de campos
    Foto por PNW Production em Pexels.com
  • Janela do Olhar

    Janela do Olhar


    Um olhar que observa
    No fundo da alma
    De uma alma inquieta
    Solitária.


    Consumida pelo cansaço
    Fadigada por tantos problemas
    Quer chorar e nem isso consegue
    Perdida é como se sente.


    Preciso de uma pausa
    Sou apenas mais uma peça
    Da enorme engrenagem capitalista
    Na minha ausência,
    Tudo continuará normalmente
    Vou relaxar.


    Olhe a natureza
    Os passarinhos fazem somente o necessário
    Cantando, fortalecem o espírito
    Quando foi a última vez que você cantou?
    Cantar só pelo prazer de cantar.


    Tua alma precisa voltar a ser criança
    Viver a vida com mais leveza
    Rir, dançar e namorar
    O segredo é viver o agora.

    Carlos de Campos

    Janela do Olhar
    Foto por Monique Laats em Pexels.com