Os sonhos foram destruídos Como as nossas memorias de infancia Uma a uma se vão Sem paz observo no escuro.
Moedores de esperança Triunfam sobre as nossas cabeças Desacreditada Maldito és tu capitalismo.
O que somos? Além de artefatos para gerar riqueza alheia Somos os sonhos que foram destruídos Somos quem vive por viver.
Em um mundo onde as cartas já estão marcadas O que somos além da memória? Uma parcela enorme que vive de barriga vazia O que somos além de assalariados?
Inteiro é como devemos sempre estar. Isso não significa que sua vida estará às mil maravilhas; significa, essencialmente, que, estando bem ou mal, nossa atenção deve estar totalmente voltada ao que estamos fazendo. É na dedicação com que você faz algo que se revela o modo como você vive.
Temos duas formas de viver:
Primeiro, o viver inteiro — enraizado no existir, existindo. Tudo se torna chance de experimentar algo novo, mesmo tendo vivido uma vida inteira. É a oportunidade de se surpreender com o belo. Estar inteiro experimentando a vida é a nossa vocação. É onde nos é revelado o Mistério da Vida.
O segundo modo de viver — e é onde a maioria de nós se encontra atualmente — é uma vida no automático. Uma vida em que deixamos passar tudo o que é simples, belo, extraordinário. Em que tudo o que fazemos é para ganhar dinheiro, para comprar a felicidade, para comprar coisas que nos enganam. Vivemos em uma constante morte do espírito. Tornamo-nos zumbis de um poder econômico.
Qual vida você anda vivendo? Olhe para si, para sua saúde física, mental e emocional, e terá a sua resposta contundente. Ninguém aqui está dizendo que não temos o direito de ganhar dinheiro. O que estou dizendo é que você tem duas maneiras de se posicionar na vida para ganhar o seu dinheiro.
Em tempos como os nossos, viver inteiro não é prioridade — e, muitas vezes, nem é culpa nossa. Fomos conduzidos a esse estado de vida. Filhos bastardos do capitalismo: é o que somos.
O que podemos fazer, a partir de agora, é nos conscientizar. Pela nossa idade. Pela quantidade de remédios que estamos tomando. Não é normal. Não é que o seu corpo adoeceu — como pode acontecer. É você sendo empurrado a adoecer. E pior do que estar doente: é permanecer doente.
Ao tomar consciência desse simples fato, podemos dar o próximo passo. Agora é preciso que você aceite a mudança. Uma pequena mudança. Mas uma mudança radical.
Comece, a partir de agora, a viver buscando uma nova maneira de olhar a vida. Que a vida que você viva, a partir de agora, seja uma vida que te dê uma nova chance. Que te mostre que a vida tem muito mais a oferecer do que carros, dinheiro e viagens. Que a beleza desta vida está justamente na simplicidade de ser vivida.
Olhar as coisas com atenção permite que você abra uma janela e, assim, reconheça que pode ser surpreendido por um universo infinito — e completamente desconhecido por você.
Inteiro é como devemos nos posicionar na vida: acolhendo todas as maravilhas que ousarmos descobrir. Mas tenha cuidado: viver com essa mentalidade é para pessoas especiais. E eu não sei se você é tão especial assim. Em todo caso, só experimentando para descobrir quem você é de fato.
Não deixe a vida passar e se esvaziar por entre suas mãos. É só você quem tem a solução. O poder está em suas mãos. O que vai fazer com isso… é com você.
Não existe vida chata depois disso. E então, o que vai fazer? Tem mesmo coragem de subverter o sistema? O que deseja ser em sua vida? Inteiro ou raso? Fervura ou frio? O que deseja ser em sua vida — de verdade?
As escolhas certas podem mudar uma vida. “Inteiro” é uma escolha que só você pode avaliar se será boa ou ruim para si.
Nunca subestime o poder de um olhar. Uma nova maneira de viver a vida — viver de maneira inteira, como é a nossa vocação. Deixe a vida te surpreender. Dê essa chance para você.
O novo olhar é a atitude mais revolucionária que você pode ter hoje. É a mudança extraordinária de um paradigma. É uma nova mentalidade sendo revitalizada. É a possibilidade de uma nova sociedade. Tudo isso é possível quando fazemos uma pequena mudança em nossa maneira de viver. Não é mais como o sistema quer. É como eu escolho viver.
Caos no trabalho é difícil de administrar São horas sem saber a verdadeira razão Cada um administrando como pode, Mesmo sem o patrão saber.
Alguém viu o lucro que poderia ter e inventou o trabalho. No final do dia, dá trabalho viver com o trabalho que faço. É uma espécie de “chora menos quem manda”, É a valentia de quem nunca trabalhou.
Quem deveria acordar acha fofo o emprego que tem: Insalubridade, pagamento atrasado e pressão psicológica. Existe honra nisso? Ser a maior força que com mais facilidade se pode manobrar.
Movimento a exploração da mão de obra: Morreu trabalhando, morreu com honra. Seja você o agente transformador da boa vida do seu patrão, Só não se esqueça de que você é facilmente descartável.
Lá pelas bandas que me exploram, Eu vejo até o que Deus duvida. Eu vejo a miséria sendo lucrativa, Eu vejo a riqueza superfaturada.
Nem a pior legião demoníaca é tão desonesta Quanto a crueldade exercida pelo capitalismo. Tudo o que toca vira pó, É espantoso saber que tem muita gente que concorda.
Um império pessoal ou de um país, para sobreviver, Precisa impor suas condições, sejam quais forem. Doa a quem doer, O objetivo é sempre o lucro a qualquer custo.
Lucro exorbitante para poucos, Miséria absoluta para muitos. O terror inflacionário é implacável, Consumindo vidas pelos juros.
Lugar onde nada prospera, Enormes são as filas da inadimplência, Onde a maioria não consegue se desenvolver. Lugar onde se lucra com a pobreza.
Movimento de desconstrução do capitalismo, Que escancara os altos juros. Movimento de desconstrução do capitalismo, Que denuncia que o pobre ainda tem trabalho forçado.
Multidões passam fome, No cotidiano a pobreza é extrema. O trabalho é análogo à escravidão, As pessoas ainda vivem produzindo riquezas para terceiros.
O silêncio dos oprimidos clama por justiça social. A “liberdade democrática” precariza. A taxação comercial é a nova pandemia, Mas quase ninguém se importa.
Meu desolado canto é solitário. É inútil o canto que eu canto. Canto o canto dos injustiçados, Canto o lamento de minha alma empobrecida.
Meu lamento vem de um coração miserável, De um corpo maltratado pela fome e pelo frio, E que, quando doente, encontra um sistema perdido. Meu canto canta por uma boa morte.
Um olhar que observa No fundo da alma De uma alma inquieta Solitária.
Consumida pelo cansaço Fadigada por tantos problemas Quer chorar e nem isso consegue Perdida é como se sente.
Preciso de uma pausa Sou apenas mais uma peça Da enorme engrenagem capitalista Na minha ausência, Tudo continuará normalmente Vou relaxar.
Olhe a natureza Os passarinhos fazem somente o necessário Cantando, fortalecem o espírito Quando foi a última vez que você cantou? Cantar só pelo prazer de cantar.
Tua alma precisa voltar a ser criança Viver a vida com mais leveza Rir, dançar e namorar O segredo é viver o agora.