Vou desbravando este mar, não como um colonizador, mas como um amigo que busca as convergências culturais para celebrarmos mais uma amizade verdadeira neste cais.
Vou aonde o mar me leva, onde as culturas se encontram e o medo dá lugar à experiência do convívio. Feliz, sigo neste novo desafio.
O momento especial é estar com você, com todas as nossas diferenças latentes. Encontro em você a nossa unidade, porque a verdadeira celebração que nos une está em nossas diferenças.
No mundo em que vivemos, vivemos como uma família que mora na mesma casa, onde as nossas diferenças se fazem raízes em um longo olhar amoroso.
Livro 7: Título provisório — A Filosofia do Gramado O Tempo (Poema 01/60)
O que é o tempo em uma partida de futebol? Sair de campo sem ter feito o seu melhor? O que cada um sabe sobre companheirismo? Perder, e o sabor amargo que fica?
Tudo gira em torno de uma bola, um objeto minúsculo, capaz de movimentar corpos e almas. Futebol, da origem ao colapso.
Muitas crianças, algum dia, sonharam em ser jogadores de futebol, um sonho que aparentemente parece ser o caminho mais fácil para quem sabe, um dia, sair da pobreza. O futebol era o alimento, dia e noite, de suas almas.
Almas abatidas por tanta injustiça, que, desde crianças, precisaram driblar cedo para se virar na vida. Que aulas precárias frequentavam, porque sabiam que precisavam ser o Man of the Match.
O estádio está lotado. Almas frenéticas. Tudo é decidido em pouco tempo, no tempo da dedicação.
O vento sopra. O apito recebe o estímulo vital. Tudo é paradoxal: o tempo para quando o jogo começa.