Tag: Carlos de Campos

  • A lenda que ainda vive


    A lenda que ainda vive

    Um dia bem vivido
    Vale mais que mil anos vividos no sofrimento.
    Vivo o que preciso viver hoje,
    Intensamente, como deve ser.


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    Os teus dias passam,
    A morte nos espreita.
    Viver e morrer sem tesão
    É uma escolha a se fazer.

    Viver e morrer com alegria
    É se tornar uma lenda.
    É uma lenda quem soube aproveitar o que tinha.
    Seja você mesmo: é o que basta.

    Sê lenda em nossos dias,
    A lenda da alegria,
    Que sabe dosar esse tempero em toda a vida.
    Sê lenda: é o teu destino.

    Viver na alegria
    É saber exatamente o momento de ser alegria.
    É preciso confiar em seus instintos
    E se soltar.

    A morte é o ato da infelicidade,
    A desesperança em nosso ser.
    O antídoto para tudo isso
    É viver a potencialidade de um dia feliz.

    Carlos de Campos
    Foto por Pixabay em Pexels.com
  • O corpo e a mão veem os sentidos


    O corpo e a mão veem os sentidos

    O nosso destino está no ver.
    No ver de quem sente,
    no ver de quem ouve.
    Ver é ouvir o sentido.


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    O sentido que vê
    é o mesmo sentido que ouve,
    que sente o sentido do olhar.
    Vê como eu sinto?
    Sente o que eu vejo com o ouvido?

    Sua capacidade de ver está extremamente aguçada.
    Seu corpo se arrepia todo.
    Sua mão suada me toca,
    toca como quem quer ver o que está ouvindo.
    Sua boca deixa sair os sentidos.
    Sua alma está plena em ver o que eu vejo.

    O estado de ver
    é visto nos olhos,
    é sentido.
    As minhas comoções vêm à tona,
    ligadas ao meu ver.
    Eu vejo o que vejo.
    Suas mãos estão frias.

    Suas mãos veem o meu corpo,
    passeiam pelo meu corpo.
    Meu corpo vê os sentidos.

    Carlos de Campos
    Foto por Paulina Bermudez Castellanos em Pexels.com