Explore uma reflexão profunda sobre o mundo interior e a beleza da existência. Este poema convida à contemplação da vida sob uma nova perspectiva, destacando o poder da percepção, o mistério da consciência e a riqueza de possibilidades que habitam cada ser.
É preciso ver com os próprios olhos o interior
É mistério o mundo interior, E fascinante o seu modo de agir. Nada é igual sob o sol que nos ilumina; Deslumbrante é o mistério da vida.
No íntimo de nossa existência, Existe um universo de possibilidades. Existe uma infinidade de olhares: Olhem para as estrelas que lhe habitam.
Nós nos perdemos em meio a tantos estímulos, Estímulos que anestesiam nossas capacidades de olhar e ver. Olhar e ver: eis o nosso maior drama. As estrelas que nos habitam estão aí.
O mistério que nos envolve E nos condiciona A sermos dependentes de estímulos fugazes, Que nos limitam a ser nada.
Sou a estrela em teu ser, O manifesto de amor. Sou a tua beleza interior, O dia e a noite da tua vida.
Vi, pela primeira vez, o nascimento de uma estrela. Admirável é a beleza desse acontecimento. Dentro de mim existe tanta beleza Que todos passam a ver.
“Vítima de uma sociedade doentia” é uma composição que traduz, com intensidade e sobriedade, o colapso existencial do sujeito moderno diante de uma realidade opressora.
Vítima de uma sociedade doentia
O elevador quebrou. Como sair daqui? Na aparência, transbordo calma, mas me encontro transtornado.
O elevador parou entre o oitavo e o décimo quinto andar. Estou sozinho, angustiado e sem comunicação. Morte iminente?
Na iminência de uma vida em risco, uma vida solitária, destemida, até ser surpreendida.
Cabe não estar perto. O destino está no fio da navalha, destino ao alcance da vida, de uma vida triste.
O elevador me sufoca com suas mãos metálicas, envolvendo o meu pescoço, enquanto definha a minha alma.
Desce a minha alma, engolida pelo fosso da existência, existência de horrores, pela minha própria falta de sorte.
O elevador parado no quarto andar. Destino concentrado na alma que se foi. A vida vai dando os seus últimos suspiros no fio de uma navalha afiadíssima.
O elevador chega ao seu destino — um destino incerto, de uma caminhada vacilante, destino destemido.
E a minha alma? Quando retornará a esse pobre corpo? Ao corpo que mais se parece a escombros, que caminha fingindo ser feliz.
Elevador parado no décimo andar: um corpo fétido de morte, uma alma decaída no fosso da negligência, em seu último suspiro.