Tag: Desconstrução

  • Em uma sociedade destruída, o que se diz sobre a vida?

    Em uma sociedade destruída, o que se diz sobre a vida?

    Imperfeição!
    É o grito do mundo atual,
    O vislumbre do poder a todo custo,
    O cômodo permanente.

    Quimera!
    Delírios de emoções,
    Autópsia do destino
    Invertidos.

    Imperfeitos!
    É como está a sociedade:
    Beleza desfocada da vida,
    Vida sem sentido.

    Imparcial é como nos movimentamos:
    Imparcial no amor e na dor,
    Imparcial no lazer e no trabalho,
    E imparcial em uma vida negligente.

    Falidos é como estamos,
    Emocionalmente derrotados,
    Em uma sociedade egocêntrica
    Que finge amor pela vida.

    Homem!
    Boca aberta,
    De espírito descontrolado,
    O mundo em pleno fracasso.

    Carlos de campos
    Foto por Valentin Antonucci em Pexels.com
  • Não canto mais por justiça tributária

    Não canto mais por justiça tributária


    Lá pelas bandas que me exploram,
    Sei que o que menos importa
    É que eu tenha meu bem-estar respeitado.
    Nada é tão repugnante de saber.


    Lá pelas bandas que me exploram,
    Eu vejo até o que Deus duvida.
    Eu vejo a miséria sendo lucrativa,
    Eu vejo a riqueza superfaturada.


    Nem a pior legião demoníaca é tão desonesta
    Quanto a crueldade exercida pelo capitalismo.
    Tudo o que toca vira pó,
    É espantoso saber que tem muita gente que concorda.


    Um império pessoal ou de um país, para sobreviver,
    Precisa impor suas condições, sejam quais forem.
    Doa a quem doer,
    O objetivo é sempre o lucro a qualquer custo.


    Lucro exorbitante para poucos,
    Miséria absoluta para muitos.
    O terror inflacionário é implacável,
    Consumindo vidas pelos juros.


    Lugar onde nada prospera,
    Enormes são as filas da inadimplência,
    Onde a maioria não consegue se desenvolver.
    Lugar onde se lucra com a pobreza.


    Movimento de desconstrução do capitalismo,
    Que escancara os altos juros.
    Movimento de desconstrução do capitalismo,
    Que denuncia que o pobre ainda tem trabalho forçado.


    Multidões passam fome,
    No cotidiano a pobreza é extrema.
    O trabalho é análogo à escravidão,
    As pessoas ainda vivem produzindo riquezas para terceiros.


    O silêncio dos oprimidos clama por justiça social.
    A “liberdade democrática” precariza.
    A taxação comercial é a nova pandemia,
    Mas quase ninguém se importa.


    Meu desolado canto é solitário.
    É inútil o canto que eu canto.
    Canto o canto dos injustiçados,
    Canto o lamento de minha alma empobrecida.


    Meu lamento vem de um coração miserável,
    De um corpo maltratado pela fome e pelo frio,
    E que, quando doente, encontra um sistema perdido.
    Meu canto canta por uma boa morte.

    Carlos de Campos
    Foto por Kindel Media em Pexels.com