Tag: destruição da natureza

  • O apocalipse está batendo em nossa porta

    O apocalipse está batendo em nossa porta

    Os detritos de nossa reles existência
    Pedem para que paguemos o que devemos.
    Destruição, calamidade no concreto.
    O tempo já se esgotou para cada um de nós.

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    Enquanto a solidão me abraça
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    Corram para dentro de si.
    Confronte sua consciência com as suas omissões.
    O tempo de achacar o planeta acabou.
    É tempo de sentirmos o peso da completa destruição.

    Temperatura corporal elevadíssima.
    Sua carne derretendo como plástico.
    O seu sangue cozinhando em suas entranhas.
    E você destituído de suas capacidades cognitivas.

    Camadas e mais camadas de morte.
    A morte como destino.
    O sofrimento, sua companheira mais velha.
    Só nos restarão as lágrimas com sangue.

    O que podemos fazer para amenizar essa realidade?
    Devemos nos conformar com esse nosso fim?
    O que você anda fazendo enquanto comunidade?
    Buscando se unir e agregando forças nessa luta?

    A escolha é individual.
    O sofrimento será comunitário.
    Independentemente de qual classe social você ocupe.
    A natureza vai barbarizar geral.

    Carlos de Campos

  • Parasitas conscientes do seu fim

    Parasitas conscientes do seu fim

    Somos a potência do desequilíbrio da natureza. Somos parasitas, a única e principal causa de toda destruição existente neste planeta. Quem mais tem o dom de chegar a um lugar e destruir em poucas horas? Quem mais produz toneladas de lixo ao ponto de não ter mais onde descartar? Quem mais paga de intelectual elevado, mas é incapaz de conter a si mesmo e continua a destruir e destruir em tempo recorde? Somos nós, seres humanos parasitas.

    É com pesar que, olhando para o cenário atual, não consigo vislumbrar nada — nem mesmo uma fagulha de otimismo — de que o ser humano está minimamente convencido a parar e começar uma mudança de fato. Até o momento, tudo o que foi feito não provocou nenhuma transformação. Continuamos convictos e muito determinados a dar prosseguimento à destruição do meio ambiente em que vivemos e convivemos. Nós fracassamos e, no fracasso, assumimos o nosso lugar de parasitas.

    Nada é capaz de conter o ser humano e sua alucinação de poder e domínio. Poder e domínio que são buscados por meio da destruição do planeta. Não existe consequência trágica que o faça parar. O ser humano é imediatista, e toda a sua estrutura de sobrevivência se consolidou nessa dinâmica. Parar pra quê? Vê a natureza como vê o seu semelhante: um serviçal qualquer, que tem a obrigação de gerar recursos para sua sobrevivência. E, como já disse, não há final mais trágico que possa acontecer e que convença um ser humano a mudar de ideia. Mesmo sabendo — e justamente por saber disso — continua a fazer como vem fazendo. O ser humano é um parasita educado.

    Carlos de Campos

    Foto por ArtHouse Studio em Pexels.com