Tag: destruição

  • O apocalipse está batendo em nossa porta

    O apocalipse está batendo em nossa porta

    Os detritos de nossa reles existência
    Pedem para que paguemos o que devemos.
    Destruição, calamidade no concreto.
    O tempo já se esgotou para cada um de nós.

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    Enquanto a solidão me abraça
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    Corram para dentro de si.
    Confronte sua consciência com as suas omissões.
    O tempo de achacar o planeta acabou.
    É tempo de sentirmos o peso da completa destruição.

    Temperatura corporal elevadíssima.
    Sua carne derretendo como plástico.
    O seu sangue cozinhando em suas entranhas.
    E você destituído de suas capacidades cognitivas.

    Camadas e mais camadas de morte.
    A morte como destino.
    O sofrimento, sua companheira mais velha.
    Só nos restarão as lágrimas com sangue.

    O que podemos fazer para amenizar essa realidade?
    Devemos nos conformar com esse nosso fim?
    O que você anda fazendo enquanto comunidade?
    Buscando se unir e agregando forças nessa luta?

    A escolha é individual.
    O sofrimento será comunitário.
    Independentemente de qual classe social você ocupe.
    A natureza vai barbarizar geral.

    Carlos de Campos

  • No jogo do poder, todos perdemos


    No jogo do poder, todos perdemos

    Ondas enormes recaem sobre o mundo.
    Desastres terríveis se levantam.
    Medo e morte,
    sofrimento, desejo da humanidade.

    Deitado em minha consciência,
    ando tão inconsciente.
    Ando sobre os meus próprios escombros,
    ando na esperança de que nada vai mudar.

    É nesse mundo que queremos viver?
    Esse é o nosso rosto:
    o rosto da desilusão,
    do ódio potencializado,

    da vida enfraquecida,
    do amor esquecido,
    da violência como ferramenta.
    O nosso rosto anda desfigurado.

    O mundo tem jeito
    quando a humanidade tomar jeito,
    porque, do jeito que está, é suicídio:
    é unidos ou destruídos.

    É preciso que a ética vença,
    que o bom senso prevaleça,
    que a humanidade humana se fortaleça.
    Estamos no tudo ou nada, neste momento.

    Carlos de Campos
    Foto por Prayag Bhowmik em Pexels.com
  • Incêndio em corpos e mentes cansados



    Incêndio em corpos e mentes cansados

    Já se pode ver
    o imenso caos,
    destruição e risco.
    Todos nós corremos perigo.

    Estamos à beira do precipício
    e damos de ombros para a morte.
    Consigo ouvir os gemidos:
    é um tempo terrível.

    É terrível o que eu vejo:
    dor, morte e solidão.
    É a ilusão sendo desfeita,
    a realidade dando um soco na cara.

    Há sangue, vísceras pelo caminho,
    incredulidade em meio ao desastre.
    Há ressentimento torturante nas pessoas,
    discurso de ódio no coração.

    É violência em plena luz do dia,
    carros sendo queimados,
    morte…
    silêncio de um inocente.

    Por toda a cidade, só a desolação,
    desejo de sangue no ar,
    enxofre regado à orgia,
    sexo explícito na avenida.

    Carlos de Campos
    Foto por Tima Miroshnichenko em Pexels.com
  • Não se justifica tanta injustiça

     Não se justifica tanta injustiça

    Cada vez mais, o ser humano é ganancioso,
    Sem limites, estende os seus tentáculos,
    Tocando em tudo, tudo é destruído,
    A ganância tudo vai engolindo.

    Sem limites, subtrai no seu limite,
    Deixando ao redor um caos profundo,
    A humanidade perde a pouca mente,
    Entregando-se ao apetite voraz.

    Nada se justifica, é só injustiça,
    Os danos causam dor, apetite feroz,
    De poucos que devoram sem parar.

    Onde vamos parar? Não há limites,
    Para os gananciosos, só o caos,
    Um, dois, contagem regressiva ao fim.

    Carlos de Campos