O peso que carregamos em nosso viver É a consequência de um tempo indomável, Do querer e não conseguir mais. É o tempo que passa, meu amor.
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É a memória que falha, A voz que se cala, Os pés que já não sustentam mais. A cada segundo, eu me esqueço de você.
O peso que sustento É o peso do tempo, Da tua história. Cadê o meu rosto jovial?
As forças vão se acabando, O fim implacável. O peso é pensar sobre o meu fim, De uma história que me foi generosa.
O tempo voa. As emoções emergem da mente subterrânea. O sentimento de que não vivi como deveria ter vivido é lancinante, Toma a minha mente por inteiro.
O medo é avassalador. Sou colocado diante da minha verdade. Do que mais eu temia pode vir a acontecer. É o tempo quem me avisa.
O que se pode esperar de um livro cujo nome exalta a solidão? Enquanto a solidão me abraça é um livro de poesia em que o autor Carlos de Campos expressa, de maneira formidável, seu encontro com a solidão.
Muitas são as decepções com o amor, Uma palavra bonita carregada de energia, De uma beleza de sentido Que é facilmente soterrada pelo nosso egoísmo.
Quem és tu, pobre amor? Além de ser um ladrão? Uma droga altamente viciante? Um serial killer?
Não sei quem é você, meu nobre amor. Não consigo confiar em seus encantos. Você já me produziu vários desencantos. Como você pode existir Quando depende da relação entre duas pessoas?
Estou bem em ficar longe de suas ilusões, De suas carícias estéreis. Não, não acredito no amor. Ou devo me entregar às suas doces ilusões?
Nada é como antes. O amor existe só nos livros de romance. Tudo está tão acelerado, artificial. Ninguém procura ir um pouco mais além. Ir além é preciso; é a vida quem exige isso de nós. É exatamente onde nós precisamos nos encontrar para podermos dar o próximo passo.
Minhas lembranças me comovem, Em tempos de tristeza, Elas vêm e me confortam.
Recordo-me da minha infância, Das brincadeiras com os amigos, Da primeira namorada.
Como tudo isso me faz bem, Sentir as emoções à flor da pele, Em memórias tão vívidas.
Mesmo que no passado a vida tenha sido difícil, Mesmo que tudo tenha faltado, Saudades carrego em minha memória.
Me pego chorando, Em meio às belas recordações, Que alegram a minha alma.
Carlos de Campos
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Foto por Tiu1ebfn Nguyu1ec5n Viu1ec7t em Pexels.com
Indignado, dou meia volta e saio Saio de sua frente Sem saber para onde ir Caio na vida.
Não faz sentido algum essas brigas Nossas indas e vindas têm que acabar O medo de perder só nos faz enlouquecer E, sem razão alguma, brigamos.
Lutamos por nossas "razões" abstratas Colocando de lado o sentimento verdadeiro O mesmo sentimento que nos uniu E que nos esforçamos para destruir.
Logo tudo acabará O que ficará como nossa memória? Qual sentimento prevalecerá em nossas almas? Essa experiência nos permitirá amar e ser amados novamente?
O amor não pode falar nesse relacionamento Nossas exigências o neutralizam O convite ao término chegou sem aviso prévio.
Que a relação mal-sucedida não nos enfraqueça Da próxima vez, que o amor seja ouvido e seguido Que das brigas, o diálogo sempre saia fortalecido.