E o que encontro pela estrada da vida? Encontro a companhia de quem não quero. Quero o imperativo do desejo, Do querer estar em sua companhia.
Quem quis o que não podia ter? Quem, diante do medo, não se expõe? Ninguém sabe o que deseja realmente; O que queremos, muitas vezes, é obscuro.
Indo ao encontro da sorte, Dos milagres oportunos que a vida reservou Aos pobres desantenados, Bem quis a vida que nós nos encontrássemos.
Em meu teatro de oportunidades, Do baixo ao mais baixo da vida, Na difícil tarefa de amar, Os encontros obscuros.
Um fiel escudeiro do amor é o que sou, Do amor que promove o encontro e o desencontro. Dentre segredos guardados a sete chaves, O amor é com quem não quero estar na estrada.
Tudo vai parar, De qual ideia estamos falando? Falamos de ideias vazias, Ideias sem fundamento na triste realidade.
Ideias vazias procuram pessoas vazias, Pessoas vazias buscam por ideias vazias, Se encontrou é porque esse poema está vazio de ideias, Encontraste a tua essência.
Poemas sem ideias Querem que você permaneça sem ideia, Que não compreenda o contexto de sua história.