O teu “descanso” só gera mais agonia
Corpos caídos pelo chão da fábrica,
corpos sem vida, além de muito trabalhar.
Mais eficiência?
É com a escala da dignidade.
Carlos de Campos

Livro 1: A Arte da Trégua (Poema 02/60)
Vê o tempo esquecendo que é o tempo?
O que sabemos sobre o tempo?
O tempo está parado no tempo?
Quando o tempo passou a ser tempo?
Quando o tempo consome a minha vida?
Mergulhe em uma leitura que abraça a alma. Adquira seu exemplar aqui
E a vida passa a depender do tempo
Que não é nem presente e muito menos futuro.
É o tempo medido por segundos,
Segundos correndo por um relógio.
O que é o tempo?
Além da mais pura irritação
Que domina nossa mente a vida inteira
E vai nos deixando com a sensação de sermos a próxima vítima.
A vítima da morte,
Que nos poupa de tal sorte,
Dos segundos contados,
De tua mão que parou o tempo.
No princípio, Deus construiu o relógio,
Que nos mostra o fim mais próximo
E que, a cada segundo, é uma gota a menos de vida,
Vida pautada pelo tempo.
Pelo tempo que passou
E que não volta mais,
Pelo amor que se confunde com a dor da saudade,
Por quanto tempo nós iremos resistir?
Carlos de Campos

O que se pode esperar de um livro cujo nome exalta a solidão? Enquanto a solidão me abraça é um livro de poesia em que o autor Carlos de Campos expressa, de maneira formidável, seu encontro com a solidão.
Ler um livro como este é mergulhar em uma alma com a própria alma
Além da ilusão
Ir além do que o corpo sente
Desejos que eclodem
Tiram nossa atenção do essencial.
Carlos de Campos

É necessário estudar a sua origem
No vasto universo,
um sinal chama a atenção.
Pedido para se comunicar?
Um sinal que chama a atenção
em meio a toneladas de informações.
Um sinal tem pinta de tentativa de comunicação.
Adquira seu exemplar aqui e mergulhe em uma leitura que abraça a alma.
No vasto universo, um canto canta diferente,
o suficiente para ser considerado o canto mais surpreendente:
um canto cantando as melodias universais.
Um canto que o universo canta a todo tempo,
um canto de um universo apaixonado,
cantando a melodia de um coração com saudades.
Canto de um coração apaixonado,
que faz eco de sua paixão por todo o universo,
canta as batidas de um coração forte e vibrante.
O que é esse sinal?
Além de um coração amorosamente pulsante,
cantarolando essa paixão inquietante.
Ressoando por todo o universo,
a vibração de um coração caloroso:
o coração de alguém apaixonado, mandando o seu recado.
Carlos de Campos

Livro 6: O Despertar da Noite (Poema 01/60)
Nós descemos em um mundo sem fim
Vi o solo debaixo dos meus pés se partir.
Fui engolido por esse enorme buraco.
O que me esperava no fim disso tudo?
O buraco era profundo.
O medo tomava conta de todo o meu ser.
Meu passado, presente e futuro passavam como um filme.
Tudo era tão demorado e instantâneo ao mesmo tempo.
Eu vi e me vi.
Não fique só nas palavras: leve para casa Enquanto a solidão me abraça e tenha um amigo fiel nas suas noites mais difíceis. Compre aqui.
Coração acelerado em meu peito.
Fuligens de personagens macabros me rodeavam.
O infinito me tomava pela mão.
Meus olhos contemplavam o mistério.
O mistério escondido em cada ser humano.
O medo, o medo me atormentava o tempo inteiro.
Sou o acaso,
gritavam aquelas fuligens macabras.
Meu corpo é mais que um cadáver.
Minha existência é maior que as mesquinharias.
Sou o Deus encarnado em cada mulher e em cada homem.
Sou o nascimento de tudo o que não existe.
O princípio dentro de você.
Não existe nada maior do que eu.
Eu e você somos um.
Os meus pensamentos são os teus pensamentos.
Carlos de Campos

Livro 15: O Menino do Caos (Prosa 01/60)
O destino está lançado
O destino do homem está lançado. Não há mais nada que se possa fazer. Tudo entrou em erupção. Entramos em turbulência com apenas um motor funcionando.
O que não devemos fazer neste momento? Não devemos tratar o aquecimento global com desprezo. A cada omissão, a cada mentira que continuarmos a reproduzir, com mais força sofreremos o castigo.
Em noites de solidão, estarei aqui
Insistir em não reconhecer o problema é obstaculizar nossa única chance de fazer com que os prejuízos fiquem apenas no âmbito material e não avancem para uma tragédia ainda maior, comprometendo a vida das pessoas.
Durante todos esses longos anos, procuramos não olhar para o problema e até fingimos que tudo não passava de um blefe científico. Chegou a hora de pagar à natureza a conta de nossos desmandos e maus-tratos. Não temos mais como adiar esse encontro terrível, em que, de um lado, está a fragilidade humana, aprisionada em um ego inchado, e, do outro, uma natureza que, por séculos, foi amigável, mas que agora está fora de controle. Com força total, teremos de experimentar o seu poder.
O que fizemos com a natureza? Será que valeu a pena, diante de tudo o que nos espera? O que, de fato, dependia de nós? Quem é, de fato, o culpado por o clima estar assim?
O que podemos fazer agora para, pelo menos, amenizar os danos colaterais? Precisamos, acima de tudo, unir-nos em torno da causa ambiental, mais do que nunca.
Carlos de Campos

Caminho Selado
Novos dias chegaram,
frutos brotam em abundância:
não nos querem prosperando.
Carlos de Campos
