Ruminar no santuário do coração
Os deleites da alma
transbordam em emoção.
São décadas enclausuradas,
cultivando o amor sagrado
que, sangrando, se faz sozinho.
Carlos de Campos

Ruminar no santuário do coração
Os deleites da alma
transbordam em emoção.
São décadas enclausuradas,
cultivando o amor sagrado
que, sangrando, se faz sozinho.
Carlos de Campos

Sonhos desajeitados
Sonho em ser amada.
Esse sonho me sufoca.
Sonhar que eu preciso do seu amor…
Você me responde?
Estou feliz durante o dia,
feliz com a minha vida profissional.
Eu preciso admitir:
você faz falta dentro de mim.
Meus sonhos com você me sufocam.
Te quero como essa paixão louca.
Desde o amanhecer, eu te busco.
Me perco em você,
minha inquietude.
Quero renovar as minhas juras de amor por você,
meu instante consumado,
meu desejo perpetuado.
Que tuas mãos me alcancem.
Quem és
que bate à minha porta,
que faz o meu coração acelerar?
Quem és?
Meu sonho,
meu instante de prazer,
meu declínio como mulher,
o amor que tanto desejo.
Carlos de Campos

Nada é mais precioso que a sua presença
O que você deseja na vida?
Este é o momento para pensar:
Dinheiro?
Fama?
Quer ser feliz?
Escolhe permanecer na mediocridade?
Ser massa de manobra?
E agora, eu te pergunto:
Dentre todas essas opções,
o que você deseja para si?
Continuar como está?
Encontrar um lugar melhor para refletir?
Enquanto reflete,
o que eu posso te dizer
é que o melhor lugar é o blog memoriaepoesia.com.
Aqui você encontra o melhor da poesia.
Venha fazer parte desse movimento poético,
venha se emocionar,
formar uma ideia de mundo.
Juntos, vamos refletir a partir de nossa história.
Os poemas são radiografias de nossas almas,
a fonte mais preciosa de nossa verdade.
São ouro de homens e mulheres como eu e você.
Venha, junte-se a nós nesse caminho.
Carlos de Campos

O desafio de ser amor para si e para o outro
“O amor é incompreendido por transportar a leveza em si; para muitas pessoas, isso é assustador.”
Nem todas as pessoas estão emocionalmente preparadas para se ocuparem dos desafios que o coração apaixonado enfrenta. Amar e se deixar amar é um tanto complexo.
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Amar e ser amado envolve aceitação mútua e livre de toda a bagagem histórica que ambos trazemos para esse relacionamento. Aceitar a história do outro, enquanto vou aceitando a minha própria história.
É preciso estar inteiramente despojado de qualquer armadilha mental, saber discernir a realidade que precisa ser trabalhada da fantasia que muitas vezes produzimos como autodefesa — sabe-se lá do que estamos nos defendendo. Mais que atenção ao outro, é preciso estar sempre vigilante de si mesmo.
O desejo de encontrar o grande amor, ou até mesmo de ser esse grande amor, tende a ser um enorme risco quando não compreendemos que não existe alguém que consiga assimilar o amor de maneira perfeita, e que nós nem sempre conseguiremos ver o todo de maneira clara e objetiva — e que, por muitas vezes, o que iremos receber são falhas e ausências.
O amor é uma energia perfeita que permeia tudo e todos ao mesmo tempo, na espera de ser acolhido por cada um de nós. Nós é que carregamos uma história sofrida — história da qual nem sempre temos consciência — e que, por muitas vezes, nos dificulta ter a segurança necessária para estarmos completamente abertos a essa energia amorosa. O amor é um sentimento desafiador porque está sempre nos colocando em risco. Amar é correr riscos; amar exige compromisso e cultivo diário de ambos os agricultores. Antes de decidir amar, saiba: não existe outra escolha. Ama-se ou ama-se. Qualquer coisa fora disso não é mais amor.
Apesar de tudo, a nossa história não pode ser obstáculo para nos impedir de amar e de viver uma história real e verdadeira de amor. É preciso, com paciência e muita diligência, se abrir aos conselhos intuitivos que a energia do amor sempre está nos dando.
Carlos de Campos
