Se estamos tão distantes da fonte, fonte da ancestralidade que jorra pelos tempos sem fim, que passa por nós e por nossa história.
O pai de nossa ancestralidade é um pai que cuida, o educador da casa, casa fundamentada sob sua guarda.
Pai que alimenta, que protege sua família e dá amor à sua prole, pai que bebe da fonte ancestral.
O grande pai que habita em todos os homens encontra-se soterrado pelo patriarcado. Abandonada ficou a riquíssima fonte da sabedoria ancestral, cedendo espaço ao patriarcado cristão.
O grande pai está amordaçado em cada homem, submetido às regras expiatórias que o levaram para longe da fonte da vida, para bem longe de suas próprias raízes.
O mundo em que estou vivendo é um mundo de alegria. É um mundo idealizado por uma criança. É um mundo onde só existem paz, alegria e muita esperança.
Um mundo entre duas realidades. O meu mundo de recém-nascido é intocável. Mesmo que a crise mundial esteja acontecendo, o meu mundo é a mais doce fantasia.
O sagrado ninho recebe a minha existência. Meu sacrossanto corpinho recebe os mais atenciosos cuidados e afetos. Minha única missão é existir.
O meu mundo hoje é minha linda fantasia. Minha família sempre cuidando de mim, me protegendo do tal mundo real. Sou grato a meu Deus.