Tag: filosofia de vida

  • Que olhar você anda tendo da vida? (texto)

    Que olhar você anda tendo da vida?

    Inteiro é como devemos sempre estar.
    Isso não significa que sua vida estará às mil maravilhas; significa, essencialmente, que, estando bem ou mal, nossa atenção deve estar totalmente voltada ao que estamos fazendo.
    É na dedicação com que você faz algo que se revela o modo como você vive.

    Temos duas formas de viver:

    Primeiro, o viver inteiro — enraizado no existir, existindo.
    Tudo se torna chance de experimentar algo novo, mesmo tendo vivido uma vida inteira.
    É a oportunidade de se surpreender com o belo.
    Estar inteiro experimentando a vida é a nossa vocação.
    É onde nos é revelado o Mistério da Vida.

    O segundo modo de viver — e é onde a maioria de nós se encontra atualmente — é uma vida no automático.
    Uma vida em que deixamos passar tudo o que é simples, belo, extraordinário.
    Em que tudo o que fazemos é para ganhar dinheiro, para comprar a felicidade, para comprar coisas que nos enganam.
    Vivemos em uma constante morte do espírito.
    Tornamo-nos zumbis de um poder econômico.

    Qual vida você anda vivendo?
    Olhe para si, para sua saúde física, mental e emocional, e terá a sua resposta contundente.
    Ninguém aqui está dizendo que não temos o direito de ganhar dinheiro.
    O que estou dizendo é que você tem duas maneiras de se posicionar na vida para ganhar o seu dinheiro.

    Em tempos como os nossos, viver inteiro não é prioridade — e, muitas vezes, nem é culpa nossa.
    Fomos conduzidos a esse estado de vida.
    Filhos bastardos do capitalismo: é o que somos.

    O que podemos fazer, a partir de agora, é nos conscientizar.
    Pela nossa idade. Pela quantidade de remédios que estamos tomando.
    Não é normal.
    Não é que o seu corpo adoeceu — como pode acontecer.
    É você sendo empurrado a adoecer.
    E pior do que estar doente: é permanecer doente.

    Ao tomar consciência desse simples fato, podemos dar o próximo passo.
    Agora é preciso que você aceite a mudança.
    Uma pequena mudança.
    Mas uma mudança radical.

    Comece, a partir de agora, a viver buscando uma nova maneira de olhar a vida.
    Que a vida que você viva, a partir de agora, seja uma vida que te dê uma nova chance.
    Que te mostre que a vida tem muito mais a oferecer do que carros, dinheiro e viagens.
    Que a beleza desta vida está justamente na simplicidade de ser vivida.

    Olhar as coisas com atenção permite que você abra uma janela e, assim, reconheça que pode ser surpreendido por um universo infinito — e completamente desconhecido por você.

    Inteiro é como devemos nos posicionar na vida: acolhendo todas as maravilhas que ousarmos descobrir.
    Mas tenha cuidado: viver com essa mentalidade é para pessoas especiais.
    E eu não sei se você é tão especial assim.
    Em todo caso, só experimentando para descobrir quem você é de fato.

    Não deixe a vida passar e se esvaziar por entre suas mãos.
    É só você quem tem a solução.
    O poder está em suas mãos.
    O que vai fazer com isso… é com você.

    Não existe vida chata depois disso.
    E então, o que vai fazer?
    Tem mesmo coragem de subverter o sistema?
    O que deseja ser em sua vida?
    Inteiro ou raso? Fervura ou frio?
    O que deseja ser em sua vida — de verdade?

    As escolhas certas podem mudar uma vida.
    “Inteiro” é uma escolha que só você pode avaliar se será boa ou ruim para si.

    Nunca subestime o poder de um olhar.
    Uma nova maneira de viver a vida — viver de maneira inteira, como é a nossa vocação.
    Deixe a vida te surpreender.
    Dê essa chance para você.

    O novo olhar é a atitude mais revolucionária que você pode ter hoje.
    É a mudança extraordinária de um paradigma.
    É uma nova mentalidade sendo revitalizada.
    É a possibilidade de uma nova sociedade. Tudo isso é possível quando fazemos uma pequena mudança em nossa maneira de viver.
    Não é mais como o sistema quer. É como eu escolho viver.

    Carlos de Campos

    Foto por Nandhu Kumar em Pexels.com
  • Viva antes que seja tarde demais

    Viva antes que seja tarde demais

    Qual é o mistério da vida que mais perturba as pessoas? A morte. É sempre bom lembrar que ela é irremediável. O melhor negócio é viver a vida ao máximo.

    Carlos de Campos

  • Educar com a própria vida é um ato de amor

    Educar com a própria vida é um ato de amor

    O caos na sociedade é fundamental para fomentar o ódio e produzir instabilidade política e econômica. Normalmente, nessas situações, a população é usada como “massa de manobra”.

    O que ninguém diz é que existe uma pequena parcela privilegiada da sociedade que lucra com uma sociedade em constante convulsão.

    “Massa de manobra” é um termo que se usa para dizer, de maneira pejorativa, que alguns indivíduos que compõem a sociedade não são capazes de tomar suas próprias decisões e acabam sendo instrumentalizados por grupos políticos, ideológicos ou midiáticos.

    O que precisamos entender é que existe, dentro de uma sociedade, diferentes grupos. E que esses grupos são compostos por pessoas — pessoas que carregam dentro de si uma ideologia, uma paixão, um desejo; alguns nobres, outros um tanto obscuros.

    O que quero dizer aqui é que as pessoas são essencialmente feitas de escolhas. Escolhas que constantemente estão se confrontando. Em uma sociedade plural, em que se respeita a liberdade de se expressar, de ir e vir e de ser quem você deseja ser, isso é totalmente aceitável.

    O que falta à sociedade brasileira para que essas escolhas de ideias divergentes se mantenham no ambiente do respeito? Como indivíduos, o que podemos fazer em nossa realidade cotidiana para que essa mentalidade bélica, em um diálogo saudável, encontre pontos comuns?

    Não existe uma receita pronta. Não existem maneiras de conciliar tudo e todos ao mesmo tempo. Não existe uma sociedade que possibilite essa tal paz constante e permanente. Não somos santos nem demônios; somos apenas pessoas tentando um lugar ao sol.

    O que, então, é fundamental e eficaz para que, pelo menos, tenhamos uma sociedade com indivíduos emocionalmente maduros e que sejam capazes de debater ideias e se manter no campo das ideias e do respeito mútuo?

    Educar — mas não educar somente com informações e formações. Conteúdos que, muitas vezes, entram por um ouvido e saem pelo outro, que não encontram ressonância no coração das pessoas por não terem ressonância com a realidade.

    O que é essencial em toda educação de excelência é o educar a partir do próprio exemplo. As pessoas, de modo geral, têm dificuldade de se colocar como exemplo; não se sentem confortáveis com esse método por não acreditarem que sua vida pode acrescentar à vida do outro ou que a educação de qualidade está atrelada somente a comportamentos impecáveis.

    Educar com a própria vida é usar tudo o que você tem e é como matéria-prima. Educar com a mentalidade ecológica, sabendo que tudo em nossa vida está em um constante processo de reciclagem e que sempre estamos em movimento.

    Ninguém nunca estará pronto, acabado e perfeito para ser capaz de educar o outro. E, se formos esperar essa tal perfeição, nunca seremos, de fato, um verdadeiro agente de transformação social, por meio da educação — esteja onde você estiver. Educar o outro é também uma autoeducação.

    O que a sociedade precisa hoje é de pessoas que se sintam educadoras, que, com seu exemplo, iluminem os caminhos das massas para que essa massa rígida passe a ser leve e macia. Educar é acrescentar à sociedade o fermento da sobriedade, da leveza e da paz.

    No fundo, no fundo, todos nós buscamos a paz em nossos corações, em nossas vidas e em nossa sociedade; buscamos ser e experimentar a reconciliação conosco e com o outro. Que hoje, em sua vida, seja o tempo de reconciliação e pacificação.

    O mundo e nossa vida estão intrinsecamente conectados. O que o mundo sofre com ódio é porque ainda estamos armados de ódio. O mundo só reverbera aquilo que somos e quem somos.

    Janela aberta para novas perspectivas e de fôlego renovado para continuarmos o que sempre será necessário e fundamental: educar com a própria vida — em nossa casa e em nossos convívios sociais. Educar com a própria vida para que vidas sejam melhoradas e transformadas em sua essência.

    Carlos de Campos

    Foto por thevibrantmachine em Pexels.com
  • Tudo o que buscamos com dedicação passa a fazer parte de nós

    Tudo o que buscamos com dedicação passa a fazer parte de nós

    "A sua escolha reflete quem você é?"

    Ódio
    Quem sente?
    Por que sente?
    Por quem sente?

    É legítimo sentir ódio;
    é um dos sentimentos que nos faz seres humanos.
    Sejam bons ou ruins,
    eles borbulham naturalmente em nosso ser.

    O problema não está em senti-los:
    o que faço com o que eu sinto?
    É aí que precisamos refletir:
    o que fazemos com o que sentimos?

    Está sentindo raiva?
    Quer bater em alguém?
    Fica cego quando tiram você do sério?
    Quando se sente em paz?

    Treine com os pequenos atritos do cotidiano.
    Busque melhorar nesses momentos.
    As escolhas certas vêm desses pequenos acertos do cotidiano.
    Quando entender, não existirá mais conflitos.

    Deixo meus sinceros votos:
    que você foque nas pequenas transformações do cotidiano,
    que se empenhe diariamente.
    O que é trabalhado constantemente passa a fazer parte da nossa índole.

    Carlos de Campos

    Foto por Timur Weber em Pexels.com