Tua grandeza é assustadora Teus princípios são reveladores Já és quem, em tua busca, se propôs ser.
II
Interiormente evoluído Dom supremo Inigualável O mundo não te conhece Ou melhor: O mundo ainda não te conhece. Dá ao tempo o tempo de maturação. Os frutos já sobrecarregam os vinhedos. O tempo da colheita já se anuncia. É tempo de colher prosperidade. E que os próximos anos sejam abundantes. Lá no vinhedo, é possível ver Com que força vai se irrompendo O amadurecimento dessas belas uvas. Mesmo ainda no processo de maturação, É possível sentir, a quilômetros de distância, Nitidamente, O doce suave desses frutos. Incontável será essa colheita. Mostra, com orgulho, essa tua produção Logo as uvas amadurecem, Mas já era possível constatar Com que força e beleza vêm sendo os seus versos. Com que força podemos constatar? Chegou onde chegou E como chegou: Só quem o caminho fez a cada dia Tem em si a plenitude da certeza De que o tempo da colheita chegou. E com ele chegaram também A prosperidade, o reconhecimento e a abundância. Nos pés de cada saborosa uva Surgem também Preciosos e delicados poemas, Como flores que nascem em um jardim Para embelezar a nossa visão. Dê uma última olhada Para o seu passado sombrio E tenha a certeza De que para lá você nunca mais vai voltar. Olhos fixos agora para o horizonte, Para o mais belo horizonte de sua vida.
III
Célebre em sua alma Esse dia que é para ser recordado Individualmente e coletivamente. Teus são os esforços. Cultivou a terra dura Com disciplina e harmonia. Cultivou… Dias, meses, anos. Cultivou… Sem perspectiva alguma. Continuou… Cultivando a terra dura. E agora, nada é mais justo Do que a vitória seja celebrada Com poemas Que emergem da alma, Da alma que, mesmo ferida, Continuou o cultivo da vinha.
É legítimo sentir ódio; é um dos sentimentos que nos faz seres humanos. Sejam bons ou ruins, eles borbulham naturalmente em nosso ser.
O problema não está em senti-los: o que faço com o que eu sinto? É aí que precisamos refletir: o que fazemos com o que sentimos?
Está sentindo raiva? Quer bater em alguém? Fica cego quando tiram você do sério? Quando se sente em paz?
Treine com os pequenos atritos do cotidiano. Busque melhorar nesses momentos. As escolhas certas vêm desses pequenos acertos do cotidiano. Quando entender, não existirá mais conflitos.
Deixo meus sinceros votos: que você foque nas pequenas transformações do cotidiano, que se empenhe diariamente. O que é trabalhado constantemente passa a fazer parte da nossa índole.