Os rumores desse fato Fica por conta dessa alma Que caminha acorrentada em sua própria alma No, entanto, busca por saber quem o acorrentou.
Cada um olhando percebe Percebe o que não quer perceber Que as suas correntes estão presas a você A corrente que te prende é você.
É certo que o certo nunca é certo E que a certeza dessa vida sempre nos acorrenta Na corrente de nossa própria ignorância Que ignora a sua própria corrente.
Arrasta por todos os lados essa corrente As correntes dos desesperados Que esperando já não aguenta mais O tornozelo doendo o dia inteiro.
Ei, olhe para sua mão Observe a chave dessa corrente Pare por um momento Reflita no tempo que é o seu tempo.
O tempo de usar ou não essa chave A chave dessa corrente que está presso a você Reflita no tempo do seu tempo O tempo de utilizar a sua chave.
Estou com muito medo Os “loucos” pelo poder estão sedentos por grana Tudo anda mal dito E o dito vem sem nenhuma explicação.
O poder de vandalizar - (Poema 02/60) - Policial do mundo, livro 11
Estou com muito medo Os “loucos” pelo poder estão sedentos por grana Tudo anda mal dito E o dito vem sem nenhuma explicação.
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Estamos vivendo o tempo da descrença Que foi semeado por todo esse tempo São mais de cinquenta anos desacreditando Agora é a hora do tempo da colheita.
Chegou o tempo do silêncio O tempo do poder falar O tempo de sermos dominados É o tempo de silenciarmos.
O que existe além da truculência Dos bons domesticados
Deitado se deixando ser dominados Bonzinhos desconectados com a realidade.
Ninguém está ligando para mais nada Desde que não arrombem as minhas portas No meu quarto silencioso quero permanecer Permanecer até morrer.
O que fazer quando todos nós Estamos cansados de tanto sofrer Dessa angustiante existência implantada em nós? Ficarei em meu quarto no silêncio profundo de um inocente.