Tag: humanidade

  • Mago do Posicionamento Orgânico

    Mago do Posicionamento Orgânico

    Hoje, minha vida recebeu um presente:
    Um dom que estava escondido, e eu o encontrei.
    Convenci o algoritmo de que tenho muito a dizer.
    O algoritmo, com sua "personalidade" fria, me acolheu.

    Tudo parecia que seria mais fácil depois de ser abraçado.
    Nos meus sonhos mais otimistas, eu sempre dizia:
    Se eu superasse o algoritmo de maneira orgânica, tudo fluiria.
    E chegaria com mais facilidade aos corações humanos.

    Na teoria e na prática, convencer o algoritmo sempre foi o passo mais difícil.
    É um universo pré-determinado, sabe-se lá para quê e para quem.
    É uma "relação" com uma máquina fria,
    E transpor esse obstáculo era o ponto primordial.

    Algoritmo superado de maneira orgânica,
    Daqui para frente tudo seria mais fácil.
    Foi o que pensei a princípio.
    O ser humano, querendo ou não, age mais pela emoção.

    O que escrevo não ressoou entre pessoas,
    E me pergunto: por que isso aconteceu?
    Sou uma máquina para entender as máquinas?
    Ou sou só mais um anônimo querendo atenção?

    Sou o mago do melhor posicionamento orgânico,
    Mas sou invisível aos corações humanos.
    Não é para se frustrar,
    Quando são as dúvidas que pairam sobre o meu falar.

    Carlos de Campos
    Foto por Ron Lach em Pexels.com
  • Não se justifica tanta injustiça

     Não se justifica tanta injustiça

    Cada vez mais, o ser humano é ganancioso,
    Sem limites, estende os seus tentáculos,
    Tocando em tudo, tudo é destruído,
    A ganância tudo vai engolindo.

    Sem limites, subtrai no seu limite,
    Deixando ao redor um caos profundo,
    A humanidade perde a pouca mente,
    Entregando-se ao apetite voraz.

    Nada se justifica, é só injustiça,
    Os danos causam dor, apetite feroz,
    De poucos que devoram sem parar.

    Onde vamos parar? Não há limites,
    Para os gananciosos, só o caos,
    Um, dois, contagem regressiva ao fim.

    Carlos de Campos
  • Sua busca

    Sua busca

    Calma bem-vinda
    Que vem do fundo do ser
    De uma alma cansada,
    Atolada de trabalho,
    Que impede a vida de ter sentido,
    Experimentando os aborrecimentos contínuos.

    Empoderando os desafios,
    Suprimindo uma vida de afetos,
    Afetos de um companheirismo.
    Finge que está tudo bem,
    Quando, na verdade, está no fundo de uma fossa,
    Uma fossa profunda, escura e úmida.

    Lá no fundo da fossa,
    A alma encontra forças para resistir,
    Mesmo sem saber como vai sair.
    A alma, devotamente, começa a entoar o canto da resistência,
    O canto sobre a esperança,
    Que canta o amor que nos faz seres humanos.

    De dentro do fosso,
    Em meio ao canto que está sendo entoado,
    Sem mais qualquer esperança,
    Entre o medo e a perseverança,
    Entre o abuso e o amor,
    A alma, em meio à intensa dor,
    Rasga as vestes corporais.
    Mesmo ainda fraca, a alma rasteja,
    Rasteja para fora daquela fossa.
    Sai em busca de um sentido para sua vida,
    No ápice do seu esquecimento,
    Enquanto pessoa humana,
    Que, mesmo sendo anulada de todas as formas,
    Busca ser resistência,
    Busca ser a expressão real e verdadeira do amor.
    E nunca pensa em desistir.

    No interior do seu ser,
    Existe uma fonte natural
    Da mais pura água,
    Água límpida e refrescante,
    Capaz de matar a sede por justiça,
    Dando ao corpo, alma e espírito
    Uma vitalidade sobrenatural,
    Um olhar místico,
    Que vê a realidade além da materialidade,
    O bem em tudo à sua volta,
    Em uma vida repleta de amor
    E que só vê sentido se for para amar.

    O movimento mais importante em uma vida
    É o movimento sincronizado de uma alma.
    É onde a alma encontra o seu próprio caminho,
    Um destino de escolhas fáceis,
    De vitórias bem celebradas
    E de derrotas aceitas e muito bem digeridas.
    Movimento que move a alma sempre para a verdade,
    Íntegra caminha com a sabedoria,
    E de mãos dadas segue com a esperança.

    Carlos de Campos
    Foto por Kseniya Budko em Pexels.com
  • Osso

    Osso

    Morte, onde se esconde?
    Baforada do destino,
    Cadeado que nos prende à razão,
    Fúnebre é a vida.

    Atropelados pelo consumismo,
    Sem limites,
    Forjados pela angústia,
    Das últimas impactadas pela miséria.

    Luxúria com o dinheiro alheio,
    Alheios a toda essa ambição,
    Ambição que promove a miséria,
    Miséria escancarada para que todos vejam.

    E observando, não façam nada.
    Nas ruas, vejo ossos se movendo,
    Sem destino,
    Levando como podem,
    O fóssil ambulante segue o seu caminho.

    Carlos de Campos

    Foto por Felipe Hueb em Pexels.com
  • Inundaram nossa vida com ódio



    Bom senso não existe;
    Liberdade é confundida com libertinagem;
    As emoções estão descontroladas;
    Isso já não tem mais fim.

    Crônica está a maldade humana;
    Em um constante desejo de vingança
    Paira por sobre a terra,
    Impedindo que o amor possa entrar.

    Morte e vida em um alucinante combate;
    Sinto que a vida anda cansada,
    Vai se equilibrando no ombro da boa esperança.

    Vejo homens, mulheres e crianças
    Falando e vivendo abertamente sob o poder do ódio;
    Os horrores da morte viraram rotina.

    Carlos de Campos
  • Enquanto existir uma só pessoa a ser educada


    Queda iminente,
    Fruto da ilusão,
    Tormenta de toda a vida,
    Negação a todo custo.

    Falta de juízo,
    Escória desumana,
    Pivô de tantas intrigas,
    Humanidade perdida.

    Transformação da mentalidade,
    Princípio básico do que nos falta,
    O ódio ainda é a palavra-chave.

    Trabalhar pela educação
    Ainda é o melhor caminho,
    Porque existe muito mar turbulento a ser pescado.

    Carlos de Campos
  • No retrocesso, pode existir esperança?

    No retrocesso, pode existir esperança?
    
    Estou um tanto preocupado 
    Está quente por demais 
    Insuportável até na sombra 
    Dizem que o clima se divorciou. 
    
    Fiquei sabendo que o clima largou a humanidade
    A natureza era tão explorada 
    Por tantas vezes, em silêncio, sofria com a violência
    O clima nos deixou e foi também a nossa esperança. 
    
    Sem clima não existe vida 
    Sem vida não existimos, eu e você
    Não há dinheiro nesse mundo que possa nos salvar. 
    
    Tudo tão quente e gelado 
    Tudo está propício ao império da morte 
    Morte, justa juíza, julgando os nossos atos e omissões.
    
    Foto por Pixabay em Pexels.com
  • Humanidade desumana

    Humanidade desumana 
    
    
    Humanidade 
    É pensar no bem-estar de todos 
    Que foram deixados para trás 
    Com fome, sede, desabrigados e com frio. 
    
    
    Desumanos
    São aqueles que pensam só em si 
    Deixando os cadáveres pelas estradas 
    Punindo os que já não tem mais nada a perder. 
    
    
    Os que mortes provocam 
    Os que, de alguma maneira, punem os que já sofrem 
    Dando aos ricos excêntricos, o sangue e a dor da população. 
    
    
    Mandem os pobres se aproximarem 
    Não esqueçam de mentir 
    Somos pobres, não ignorantes.

    Carlos de Campos

    Foto por cottonbro studio em Pexels.com