Tag: imoralidade

  • O desejo que tive ontem

    O desejo que tive ontem

    No último dia
    Os passos estavam pesados
    Estavam petrificados
    No último dia eu estava assim.

    https://caravanagrupoeditorial.com.br/produto/enquanto-a-solidao-me-abraca/

    Enquanto a solidão me abraça. Adquira seu exemplar aqui

    Perdido em minhas ideias
    Nas vazias ideias
    Estava ali pensando
    O que você diria sobre mim.

    Longe da máxima verdade
    Estou vendo mentira
    O que você diz?
    Além do que o bom senso dita.

    Sou uma mistura de pedra
    Lançada no lago da imoralidade
    No passo em que tudo parou
    O que vejo não é o mesmo que sinto.

    No fosso desse angustiante dia
    Me debato em plena mentira
    No lodo do ódio que me intriga
    Me desfazendo em completa ilusão.

    Veja outros poemas aqui

    Tudo é o puro desejo de poder
    Fujo desse sujo desejo pelo podre poder
    Na infâmia de me levar para junto de você
    Sou a sujeira refletida nesse tempo difícil.

    Carlos de Campos

  • Nem tanto ao céu ou ao inferno: Equilíbrio

    Nem tanto ao céu ou ao inferno: Equilíbrio

    Imoral!
    Deveras, és um imoral
    No canto que entoas,
    No caminho que caminhas.

    És um imoral,
    Inverno doloroso;
    De acontecimento em acontecimento,
    Tens a imoralidade como missão.

    No canto, cantas a tua imoralidade,
    Tua perversa covardia.
    Em cada verso eu digo:
    “Imoral contumaz!”

    Ressurges das cinzas com tua imoralidade.
    Em cada verso, sem me cansar, repetirei:
    Imoral é tudo o que você é
    No trato com suas famílias,

    Nos romances extraconjugais,
    Dos abortos forçados de suas amantes.
    És diligente em ser um mau caráter,
    Um usurpador de felicidades.

    Os acontecimentos
    São dramas reais:
    Abuso constante,
    Liberdade nunca mais.

    Longe de toda essa busca,
    Alimento a minha alma,
    Desnutrida,
    Descuidada pelo teu amor.

    Empatia!
    Delírio dos fracos,
    Do abismo entre a realidade
    Do que olhamos ou sentimos.


    Do amor à imoralidade,
    Das palavras que sinto,
    Das palavras que digo,
    Palavras que não são ditas.

    Ditas em uma ditadura,
    Ditas no esconderijo dos perseguidos,
    Impopularidade crescente
    Das palavras que nunca foram ditas.

    Imoral desde o nascimento,
    Da existência ao esquecimento,
    No prelúdio do ser,
    Ser imoral enquanto dorme.

    Nada se pode fazer quanto a isso.
    Cada um controla o que sente,
    Mente enquanto sente,
    Mente sem quaisquer escrúpulos.

    A gente caminha pela rua tranquilo...
    Desse jeito a gente caminha,
    Caminha desse jeito,
    Jeito de caminhar.

    Caminha como quem desfila,
    Desse jeito a gente caminha.
    Caminha como quem espera a morte,
    Desse jeito a gente caminha.

    Caminha de mãos dadas com a imoralidade,
    Desse jeito a gente caminha.
    Caminha como quem busca prostituição,
    Desse jeito a gente caminha.

    Imoral é nosso modo de viver a vida.
    Buscamos na imoralidade nossas justificativas.
    Impróprio,
    Me acomodo.

    Desse jeito a gente caminha:
    Consolação,
    Distante do mundo da gente,
    Em programa a programa.

    Me divirto na imoralidade desta vida.
    Dai-nos a sua bênção!
    Cautela!
    Nada mais nos resta.

    Filhas do amor,
    Consolação da vida terrena,
    Dia a dia,
    Minha existência se desfaz.

    Medo e segurança
    Já não fazem parte da minha essência.
    Desejos imorais é o que ainda sinto;
    Sinto como quem sente o sangue circulando.

    Esbanjando vitalidade,
    Enlouquecendo o meu ser...
    O que ainda me resta dessa tal imoralidade?
    Sinto que ela quer me deixar.

    Sinto que seus afagos,
    Carícias,
    Já não fazem parte de minha vida.
    Sinto sua falta.

    Ao mesmo tempo que não sinto mais nada,
    Sua ausência é sentida.
    Sua ausência é também celebrada.
    O que sinto por você, afinal?

    Bem, o que sinto eu não sei.
    O que me parece que sei
    É que não sinto mais sua falta,
    Que a sua presença não faz mais diferença.

    A ilusão me convida
    Para adentrar ao espetáculo da vida:
    Uma vida sofrida,
    Carcomida pela ignorância.

    Adentre ao grandioso circo de horrores,
    Onde a vida não vale a pena,
    O amor é somente ódio...
    Que circo é capaz de tirar sua noite de sono?

    E te levar a insônias agudas?
    Perturbar sua vida diariamente?
    Que circo de horrores é esse?
    Que vende ilusão como droga?

    Que vicia nossos jovens com tanta facilidade?
    Que circo dos horrores é esse,
    Onde a vingança é o primeiro da lista?
    O circo é um horror.

    Mas é uma máquina de destruição.
    Desinformação...
    Destruição...
    Desinformação...

    Máquina que pulveriza memórias,
    Afetos...
    Amor...
    Paz...

    Me rendo à imoralidade,
    Dou a minha única esperança,
    Me submeto à sua ignorância,
    Sou teu servo.

    Abro mão da minha liberdade,
    Abro mão do amor,
    Abro mão da felicidade.
    O que mais queres de minha pobre alma?

    Dou toda a minha história.
    Desejo de você só mais uma coisa:
    Desejo que você não pense,
    Não reflita.

    Pare de ler livros que alimentam a sua alma,
    Pare de querer ter esperança,
    Pare de ser amigável com os outros,
    Viva na mais pura ignorância.

    Odeie quem vos quer bem,
    Deixe os relacionamentos saudáveis no passado,
    Enlouqueça de uma vez.
    O que você não pode mais querer...

    É querer fazer a diferença para o mundo,
    É ser um agente de transformação contínua,
    É fazer de sua vida uma vida de partilha...
    O que você não pode mais querer
    É querer ser gente como a gente.

    Carlos de Campos
    Foto por Beyzaa Yurtkuran em Pexels.com
  • Onde repousa a paz?

    Onde repousa a paz?

    No desejo que se encontra a busca
    No encontro e desencontro
    Em cada um em que se manifesta a maldade
    Na deturpação do sentimento fragmentado.

    Na extravagância onde se esconde a imoralidade
    Que fica na espreita
    Reagindo aos pequenos delitos
    Nos maltratando interiormente.

    Odeio e sinto ódio
    Engulo o passado sem solução
    Impunidade, é como chamo.

    Odeio o dia de paz
    Odeio as noites de guerra
    Busco uma solução pacífica.

    Carlos de Campos

    Foto por Milad Farhani em Pexels.com