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  • Livro 6: O Despertar da Noite (Poema 01/60) Nós descemos em um mundo sem fim

    Livro 6: O Despertar da Noite (Poema 01/60)

    Nós descemos em um mundo sem fim

    Vi o solo debaixo dos meus pés se partir.
    Fui engolido por esse enorme buraco.
    O que me esperava no fim disso tudo?
    O buraco era profundo.

    O medo tomava conta de todo o meu ser.
    Meu passado, presente e futuro passavam como um filme.
    Tudo era tão demorado e instantâneo ao mesmo tempo.
    Eu vi e me vi.

    Enquanto a solidão me abraça

    Não fique só nas palavras: leve para casa Enquanto a solidão me abraça e tenha um amigo fiel nas suas noites mais difíceis. Compre aqui.

    Coração acelerado em meu peito.
    Fuligens de personagens macabros me rodeavam.
    O infinito me tomava pela mão.
    Meus olhos contemplavam o mistério.

    O mistério escondido em cada ser humano.
    O medo, o medo me atormentava o tempo inteiro.
    Sou o acaso,
    gritavam aquelas fuligens macabras.

    Meu corpo é mais que um cadáver.
    Minha existência é maior que as mesquinharias.
    Sou o Deus encarnado em cada mulher e em cada homem.
    Sou o nascimento de tudo o que não existe.

    O princípio dentro de você.
    Não existe nada maior do que eu.
    Eu e você somos um.
    Os meus pensamentos são os teus pensamentos.

    Carlos de Campos
  • Universo em sua origem

    Universo em sua origem

    Partículas se unem,
    Caos.
    Do “nada”, tudo passa a existir.

    Aos poucos, vai tomando forma,
    Gerado pelo calor intenso, nasce um novo
    Universo grandioso!

    Quando observado pela mente humana,
    Dificilmente compreendemos a nossa pequenez
    Diante do que está por trás desse pequeno organismo vivo.

    Deixo no universo a minha digital,
    Bem como a fonte da vida.
    A nenhum outro é dado esse privilégio.

    Olhe atentamente para o céu,
    Deixe-se seduzir pelo “mundo interestelar”.
    Siga a intuição.


    Observe atentamente o espaço “vazio”,
    Experimente o silêncio do universo,
    Silêncio que, de vez em quando, é quebrado pelo pulsar das estrelas.

    O balé que fazem os meteoros e cometas,
    Tudo do “nada” voltando para o “nada”.
    Composição perfeita!

    Tocada pelos uivos das tempestades solares,
    Faço força para sempre observar
    A morte e vida caminhando unidas pela vida.

    Permeiam todos os espaços do universo,
    Nascimento.
    Eclode de todos os lados,
    Tudo está misturado.

    A sepultura não faz sentido no imenso universo,
    Deixe-se ser acolhido pelo universo.
    Somos radiações que se auto-organizam.

    Somos átomos,
    Da morte, liberando a vida,
    E na solução mais antiga do universo,
    A reciclagem segue garantindo a existência infinita.

    Carlos de Campos

    
    
    
    
    
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