Onde há carência, impera a violência
São muitas as ações desordenadas,
contraditórias,
desconectadas da realidade,
da pura e simples incapacidade de olhar.
Tag: injustiça
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Não se justifica tanta injustiça
Não se justifica tanta injustiça
Cada vez mais, o ser humano é ganancioso,
Sem limites, estende os seus tentáculos,
Tocando em tudo, tudo é destruído,
A ganância tudo vai engolindo.
Sem limites, subtrai no seu limite,
Deixando ao redor um caos profundo,
A humanidade perde a pouca mente,
Entregando-se ao apetite voraz.
Nada se justifica, é só injustiça,
Os danos causam dor, apetite feroz,
De poucos que devoram sem parar.
Onde vamos parar? Não há limites,
Para os gananciosos, só o caos,
Um, dois, contagem regressiva ao fim.
Carlos de Campos
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Sol em sangue
Sol em sangue Movimento perturbador Em que o sol sangra Levando o dia a tornar-se noite Abastecendo o necrotério. Calados estão os vivos Sofrendo em permanecerem vivos Vidas customizadas Verdades esquecidas. Levaram o sol pela manhã Para sempre o fizeram Fizeram sem ao menos pensar. Jogaram o jogo da injustiça Jogaram sem o meu consentimento Jogaram com brutalidade.
Carlos de Campos
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Foto por Ahmet Yu00fcksek em Pexels.com -
Humanidade desumana
Humanidade desumana Humanidade É pensar no bem-estar de todos Que foram deixados para trás Com fome, sede, desabrigados e com frio. Desumanos São aqueles que pensam só em si Deixando os cadáveres pelas estradas Punindo os que já não tem mais nada a perder. Os que mortes provocam Os que, de alguma maneira, punem os que já sofrem Dando aos ricos excêntricos, o sangue e a dor da população. Mandem os pobres se aproximarem Não esqueçam de mentir Somos pobres, não ignorantes.
Carlos de Campos

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Enganado por sua mentira
Enganado por sua mentira Manipulação Atitude de destruição Caroço entalado na garganta Fica um desejo de vingança. Mentiras Desinformação a qualquer custo Teorias doentias como alucinógenos Tudo pelo poder. Leis que garantem a Democracia Amada pelos honestos Vilipendiada pelos desonestos. Tudo vem a superfície E sob a luz Prevalece a verdade. Carlos de Campos

Foto por cottonbro studio em Pexels.com -
Refúgio
Refúgio
Negar em ser
É o mesmo que suicídio
É voltar-se contra a própria história
É dizer não à existência.O desejo de não existir
É não querer mais resolver problemas
Aparentemente sem solução
Uma vida acumulada de problemas atrás de problemas.Silêncio !
Estou no quarto e no escuro
Impotente diante de tua grandeza
Como um novilho no matadouro.Peço o último copo gelado de cerveja
Pela última noite de prazeres
Nem mais um dia
E nem mais uma noite.Amanheceu
Os minutos vão se esgotando
Eternos são os segundos
Tédio, angústia e sofrimento me envolvem.Não há tempo para mais nada
Só o frio e a sensação de não estar mais vivo
Ausência de vida que se resume ao peso morto de um cadáver rígido.Oh morte !… E suas duras penas, que só nos angustiam
Como cegos, caminhamos pela existência finita
E nunca prontos para o derradeiro dia de estar em seu regaço.Carlos de Campos
LANÇAMENTO
Como humanidade, neste momento, passamos pela História; somos parte dela e enfrentamos mais este desafio que nos coloca diante de nossos maiores medos. Como já disse um poeta: “o medo cega os nossos sonhos”. E sonhos são carregados de sentimentos, desejos de realizações. Nesses tempos, sonhemos! O medo é natural, ele protege a vida, mas o sonho a impulsiona. O Amor, a beleza, a arte, a música, a poesia, é tudo o que move o sonho humano. Convidamos todos a manterem o foco em seus sonhos e esquecerem seus medos. Mergulhar numa boa leitura em vez de ligar a TV nos noticiários. Ouvir uma boa música, contemplar uma linda paisagem, uma arte. Respirar fundo e alcançar a certeza de que tudo isso passará, para que os nossos sonhos se realizem. Cuidem-se, também, interiormente. Resistiremos com poesia no coração.
Sobre o autor
Carlos de Campos nasceu em Biritiba Mirim, São Paulo, em 1980. Apaixonado por Poetrix. Em 2017, começou a escrever seus versos nas redes sociais, expressando-se de maneira profunda, em reflexões e observações sobre a condição humana, entre outras; analisando sua organização, atuação e intempéries emocionais, de forma leve, porém, concisa e incisiva. Não se deixando condicionar por padrões, investigando, atentamente, os recônditos mais conflitantes da existência e expressando-os, poeticamente, através do seu minucioso olhar.
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Foto por Roman Kaiuk em Pexels.com




