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  • No mapa da alma existe um tesouro



    No mapa da alma existe um tesouro

    Distante do que sou é como me encontro. O que penso ser? Distante da distante felicidade me sinto. Sente o que sente? Em meu peito pulsa um sonho, o sonho de quem sonha acordado; em meu corpo vibra esse sonho, o sonho distante de mim, dos sonhos que sonhei e sonho.

    Suas manhãs nascem ensolaradas
    Nascem como se nasce uma vida
    Da mais pura harmonia
    Nascem porque precisam nascer
    É como cada sonho que sonhamos
    Nascem como o amor pelo caminho.

    Um sonho pode ser distante, repleto de altos e baixos; sonho aquece um coração, dá mais esperança. Um sonho pode até estar distante, mas nunca estará esquecido, porque a vida de um homem é movida a sonhos, mesmo que o sonho esteja distante ou à margem de uma realidade possível de um amor esquecido.

    Tudo na vida é movido a sonhos. Sonhos são como um mapa da mina que indica a direção e a possível localização. Assim como o mapa da mina gera em quem sonha a mesma alegria e a mesma esperança de quem possui um mapa do tesouro, é uma deliciosa expectativa, a mesma expectativa dos que buscam encontrar o ouro do mapa da mina.

    Lembro-me de uma história
    A história de uma pepita de ouro
    Que foi escondida
    No fundo de um quintal
    Escondida de tal forma
    Que, de escondida, foi esquecida
    Esquecida e sem nenhuma referência,
    Existe uma pepita de ouro escondida que foi esquecida.

    Esquecer não significa que resolveu; esquecer é se negar a aceitar que tudo isso aconteceu e que os acontecimentos geraram e geram, ainda hoje, certo desconforto. Procuraram enterrar em qualquer quintal esquecido para que esquecido permaneça. Quantos sonhos nos tentam recordar daquela pepita de ouro esquecida que não queremos mais recordar?

    Existe um sonho distante, tão distante que se encontra próximo desse peito que pulsa sonhos; o sonho de ser encontrado, de ser possível o acolhimento. Existe um sonho tão próximo, próximo desse corpo ferido, corpo vibrante, mas que se encontra ferido.

    Corpo mapeado por sofrimento, que encontra dentro de si mesmo milhões de razões em base de ouro para viver, para sentir o sentido da existência. No parque de sua alma, eis que se encontra o que você busca.

    Carlos de Campos
    Foto por Pixabay em Pexels.com
  • Mais um desinteressado da vida?

    Neste poema reflexivo e visceral, o autor mergulha nas profundezas do desinteresse pela vida, atravessa a solidão e o medo, e convida o leitor a se reencontrar com sua essência. Uma jornada poética do vazio ao despertar, marcada por imagens simbólicas e uma força silenciosa de renascimento.

    Poema sobre o desinteresse pela vida e a busca de sentido. Um chamado poético para recomeçar e recuperar o que é nosso por direito.

    Mais um desinteressado da vida?

    Desinteresse?
    Mas...
    O que foi que você não pensou?
    Mergulho na lamentação.

    Mas...
    Desinteresse...
    Mergulho na solidão.
    É assim que tenho seguido.

    O medo é uma realidade.
    Cadê a minha vida?
    Felicidade por fora,
    Intimidade sinistra.

    Onde encontro alívio?
    Às sombras me retiro.
    Mas... e a vida?
    Desinteressante.

    É o momento de voltar a existir,
    Ser quem você nasceu para ser.
    Lave o rosto...
    E vamos em busca do nosso ouro.

    Dos espólios que nos foram roubados,
    Sonhos sufocados...
    É hora de ir em busca do que é nosso —
    Do que é nosso por direito.

    Carlos de Campos
    Foto por G. Jau em Pexels.com

    In this reflective and visceral poem, the author dives into the depths of life’s disinterest, passes through solitude and fear, and invites the reader to reconnect with their essence. A poetic journey from emptiness to awakening, marked by symbolic imagery and a silent force of rebirth.

    A poem about disinterest in life and the search for meaning. A poetic call to begin again and reclaim what is ours by right.

    Just Another Disinterested in Life?

    Disinterest?
    But…
    What was it you didn’t think through?
    I dive into lamentation.

    But…
    Disinterest…
    I dive into solitude.
    That’s how I’ve been going on.

    Fear is a reality.
    Where is my life?
    Joy on the outside,
    A sinister intimacy within.

    Where do I find relief?
    I retreat into the shadows.
    But… what about life?
    Uninteresting.

    It’s time to come back to existence,
    To be who you were born to be.
    Wash your face…
    And let’s go in search of our gold.

    Of the spoils that were stolen from us,
    Of dreams suffocated —
    It’s time to go after what is ours,
    What is ours by right.

    (Traduzido por inteligência artificial)

    Carlos de Campos