Ah, os loucos! Tidos como incapazes, observam o que a nossa mente sóbria não percebe. Sóbria? A verdade sempre dói.
Me diga a verdade. Somos incapazes por estarmos chapados de tanta sobriedade. Somos a história de nossas meias verdades. Ah, os loucos! A verdade sempre dói na carne.
Na verdade, não sabemos lidar com a nossa contrariedade, com a promiscuidade latente em nossa mente. Mentimos para nos escondermos da nossa realidade. Mentimos para nos protegermos da dor que dói o dia inteiro. Essa é a verdade que vai doendo até mais tarde.
Vem e veja essa dor. É a dor feita de verdades, verdades que tentamos esconder. Ah, os loucos! Não temem a verdade que dói o dia inteiro.
Perdas
Perdas necessárias
O ódio incrustado
Nos levando ao limite da insanidade.
Mil razões tenho para chorar
Mil razões para continuar a sofrer
E, somente uma, para me levantar e seguir.
A intimidade
Nos tem faltado
Como nos tem faltado a solidariedade.
Nos falta o amor
Nos falta a compaixão
O caráter, é o que mais nos tem faltado.
Perdas se fazem necessárias
Resistimos, bravamente, em aceitá-las
São as perdas que nos remetem aos melhores encontros.
Um dia, eu estava perdido
E em teu amor, eu me encontrei
Foram as perdas que me trouxeram até você.
Carlos de Campos