Estou cansado e preciso dormir. Estou quase morto; a vida quase não resiste mais. É a vida que passa por entre as mãos. Os olhos cansados estão quase se fechando.
Corpo e mente estão desfalecendo, sucumbem pela força da natureza; estão sem forças para reagir, entregues, não se opõem, apenas confiam na sabedoria da natureza que simplesmente os carrega.
Esta é a nossa oportunidade para nos desapegarmos de nossas ilusões, dessas ilusões que tramam contra nós. Como não se opor a essas ilusões?
Tudo é mergulho profundo, é luta e entrega, é opressão que nos sufoca e que também nos faz ver sentido para resistir, para persistir, enquanto seguimos, seguir para um dia vencer.
De dentro de minhas próprias entranhas, eu me encontro; é como se eu tivesse retornado ao útero materno, estou sendo gestado. É a vida sendo concebida novamente.
Da morte à vida, libertação tardia; libertação tardia também é libertação plena. Não importa quando a libertação chegará, o que importa realmente é que, quando chegar, é preciso estar preparado.
Olhe e observe que existem maneiras pelas quais você pode se beneficiar e, quem sabe, desistir de insistir em ser essa pessoa irritante. Olhe e observe ao seu redor: como chegou a essa solidão? Percebe?
Impedimento é saber o momento em que se deve parar, usar o bom senso do que já se viveu e dar a si mesmo um pouco mais de tolerância. O que você precisa fazer é ser mais tolerante consigo mesmo.
Uma pessoa curada é capaz de curar o mundo. Antes, cure o seu amor-próprio; cure como quem cuida do doente mais amado da enfermaria.
Não é tratando os outros de maneira grosseira que chegaremos a algum lugar. Meça suas palavras, deixe no saguão todo o seu mau humor, toda a sua compreensão distorcida de superioridade. Existe educação antes do descontrole, porque o controle está em sua mente — e é uma opção de escolha.