O meu querer é mais que desejo, é vínculo necessário para sobreviver. É sonho inocente. O meu querer vai além, além do desejo sexual, do corpo reduzido a um objeto. Meu sonho é caminhar com você, viver atentamente para te fazer feliz. O meu querer me leva a sonhar o mesmo sonho que você. Estou amando você e deixo pistas até o meu coração.
Em nada posso confiar. Tudo me parece raso demais. Estúpido! Na profanação desses versos me esqueço.
O que precisamos entender desta vida? O que é profanar os versos inversos? Quando chega o ponto em que precisamos rasgar a alma e liberar a nossa dignidade?
O que devo esperar de uma alma libertada? Alma que vagueia sem sentido, desligada de todas as emoções, vagueia assombrada.
É primavera, as borboletas renascem. Conflitos sangram no calor das emoções. O silêncio reivindica. Tudo se destrói.
Tudo persiste como um incômodo, um inverno em plena primavera. É a condição de uma alma presa ao corpo humano, humano que profana versos o dia inteiro.